SÃO PAULO — A produção de cacau na Costa do Marfim voltou a influenciar os negócios em Londres nesta segunda-feira. O país registrou 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, alta de 30% ante as 1,58 milhão de toneladas do período anterior, conforme informou na última semana o órgão regulador do setor.
O dado ajudou a pressionar o contrato do cacau, negociado a US$ 4.350 a tonelada, com baixa de 1,02%. Os sinais favoráveis de oferta no oeste da África aparecem em uma sessão marcada por menor liquidez, já que é feriado nos EUA e no Brasil.
O café robusta também recuou. A cotação estava em US$ 3.417 a tonelada, queda de 0,35%, depois de o produto acumular perdas na última semana e alcançar o menor valor em três meses. As condições da safra brasileira seguem no foco dos participantes do mercado, em razão da posição do Brasil como maior produtor mundial.
O açúcar teve baixa de 0,17% em Londres e era negociado a US$ 524,5 a tonelada. O movimento ocorre diante de rumores de que a Índia poderá diminuir as importações neste ano.
Na semana passada, a Índia também reduziu de 400 toneladas para 200 toneladas o limite de estoque de açúcar permitido a comerciantes locais. A medida foi adotada com o objetivo de conter especulações.



