CHICAGO — As exportações de soja dos Estados Unidos ganharam ritmo e ajudaram a sustentar a alta da commodity na bolsa de Chicago. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que 672,75 mil toneladas foram inspecionadas para exportação nos sete dias encerrados em 10 de setembro. Na semana anterior, o volume havia sido de 464,736 mil toneladas.
Os contratos de soja com entrega em novembro subiram 0,60%, para US$ 13,0425 o bushel. O movimento também refletiu a valorização dos subprodutos, especialmente do óleo de soja, que acompanhou a elevação contínua dos preços do petróleo em meio à possibilidade de escalada do conflito no Oriente Médio.
A consultoria Granar associou parte do avanço ao otimismo dos investidores com novas compras chinesas de soja norte-americana. Essa expectativa ocorre dez dias antes da cúpula em Washington entre Donald Trump e Xi Jinping.
Limites para a alta
Apesar do desempenho positivo, a soja ainda encontra fatores que podem restringir novos ganhos em Chicago. Entre eles estão o começo da colheita nos Estados Unidos e os primeiros registros de plantio no Brasil.
No mercado de trigo, os contratos para dezembro caíram 0,45%, para US$ 7,22 o bushel. A Granar atribuiu a pressão sobre os preços às novas declarações de Donald Trump a respeito de um acordo para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
As conversas sobre o fim do conflito ganharam força na última semana. A perspectiva de um entendimento aumentou a esperança dos investidores de que as exportações do cereal pelos portos do Mar Negro tenham fluxo maior.
O milho teve desempenho positivo, mas com variação mais contida. Os contratos para dezembro avançaram 0,57%, a US$ 5,3325 o bushel.



