Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Aérotrain francês chegou a 430,4 km/h, mas foi abandonado em 1974

Protótipo criado por Jean Bertin levitava sobre uma almofada de ar, mas perdeu espaço para o projeto dos trens TGV.

Aérotrain francês chegou a 430,4 km/h, mas foi abandonado em 1974
Foto: Wikipedia/Xataka

Em março de 1974, o Aérotrain I80-HV atingiu 430,4 km/h em testes e estabeleceu um recorde mundial. Projetado pelo engenheiro francês Jean Bertin, o veículo não circulava sobre trilhos convencionais: ele se deslocava suspenso por uma almofada de ar produzida por ventiladores, que lançavam ar sob alta pressão contra uma estrutura de concreto.

A suspensão permitia que o protótipo flutuasse alguns centímetros acima da pista. O conceito previa uma única esteira de concreto armado com formato de T invertido. Para viagens longas, os protótipos usavam turbinas a gás. Já a versão suburbana, chamada S44, tinha motor elétrico linear e alcançava 200 km/h.

Decisão pelo TGV

Apesar do resultado nos testes, o projeto perdeu apoio poucos meses depois. Em julho de 1974, o recém-eleito presidente Valéry Giscard d’Estaing interrompeu o financiamento do Aérotrain e priorizou a SNCF e seus trens de alta velocidade TGV.

A proposta havia surgido na década de 1950, dentro da empresa de engenharia Bertin. A descoberta que deu origem ao sistema ocorreu durante o trabalho de um engenheiro com silenciadores de motores, quando ele identificou uma forma de fazer veículos flutuarem acima do solo.

Um estudo francês sobre o caso avaliou que o abandono não pode ser explicado apenas por fatores técnicos, econômicos, políticos ou culturais. Considerados isoladamente, esses aspectos não esclarecem completamente o fracasso do projeto. Assim, o Aérotrain deixou de avançar não por uma incapacidade demonstrada nos testes, mas por não se integrar ao sistema ferroviário escolhido pela administração da época.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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