Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Em Lourdes, Leão XIV afirma que leis não definem a moralidade de atos

Durante celebração na França, o papa defendeu a dignidade humana e rejeitou a normalização da morte assistida.

Em Lourdes, Leão XIV afirma que leis não definem a moralidade de atos
Foto: Getty Images/Perfil Brasil

O papa Leão XIV afirmou que a aprovação de uma conduta pelas leis não é suficiente para torná-la moralmente aceitável. A declaração foi feita durante uma celebração neste domingo (27), no santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França.

O encontro reuniu peregrinos, pessoas com deficiência e fiéis enfermos. Ao falar sobre a eutanásia e o suicídio assistido, o pontífice defendeu que a vida humana deve ser preservada independentemente das limitações físicas ou das condições de saúde de cada pessoa.

“É impossível considerar normal o fato de pôr fim à vida. O que é legal não é necessariamente moral”, disse Leão XIV. A manifestação ocorreu após mudanças na legislação francesa. Em julho, o Parlamento do país autorizou a eutanásia e o suicídio assistido para pacientes com enfermidades sem cura. O presidente Emmanuel Macron acompanhou a aprovação.

Dignidade e leis humanas

O papa também sustentou que normas elaboradas por governos não devem substituir valores éticos fundamentais. Para ele, a dignidade de cada indivíduo permanece íntegra mesmo diante de doenças ou limitações.

A posição apresentada em Lourdes complementou uma crítica anterior de Leão XIV às autoridades políticas locais sobre a oferta de procedimentos destinados ao encerramento planejado da vida. “Nenhuma lei humana deve nos fazer perder a certeza de sua dignidade”, declarou.

O episcopado local havia classificado as alterações jurídicas como uma ruptura na concepção antropológica tradicional.

O santuário de Lourdes

Localizado aos pés dos Pireneus, o santuário é descrito como um dos principais centros de peregrinação e devoção do catolicismo. A tradição da instituição registra oficialmente 72 curas consideradas milagrosas no local.

Na celebração, o papa chamou Lourdes de cidade dos doentes e da esperança. Ao se dirigir às pessoas fragilizadas por enfermidades, afirmou que elas não devem ser vistas como um peso, mas como parte central da humanidade e da Igreja.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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