Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Entrada da Apple pode acelerar a expansão dos celulares dobráveis

Primeiro iPhone dobrável da Apple tem lançamento previsto para esta quarta-feira e chega a um mercado ainda de nicho.

Entrada da Apple pode acelerar a expansão dos celulares dobráveis

A Apple tem lançamento previsto para esta quarta-feira de seu primeiro iPhone dobrável, em um movimento que pode ampliar a disputa no segmento premium e impulsionar a adoção desse formato. O evento está marcado para a sede da empresa.

A categoria ainda ocupa uma parcela percentual de um dígito do mercado global de smartphones. Entre os obstáculos estão câmeras de qualidade inferior, menor duração da bateria e o vinco que pode aparecer no centro da tela quando o aparelho é aberto. Analistas, porém, avaliam que avanços na cadeia de suprimentos e na tecnologia tornaram os dispositivos mais resistentes e menos propensos a apresentar esse problema.

O novo aparelho representará uma das maiores mudanças no iPhone, produto responsável por cerca de metade da receita da Apple. A empresa aposta que o celular dobrável poderá popularizar o formato, assim como o primeiro iPhone, lançado em 2007, ajudou a disseminar a tecnologia de tela sensível ao toque.

Como o mercado evoluiu

A Royole é reconhecida por ter lançado, em 2018, o primeiro smartphone dobrável, o FlexPai. Com tela de 7,8 polegadas que se dobrava para fora, o aparelho recebeu críticas pelo software e pelas dobradiças de plástico.

Meses depois, a Samsung apresentou o Galaxy Fold, vendido por US$ 2.000 e voltado ao mercado de massa. Relatos de telas quebradas e do descascamento de uma camada protetora levaram ao adiamento do lançamento e ao recolhimento das unidades de amostra. O episódio ficou conhecido como “foldgate”.

A Motorola retomou o Razr no final de 2019, com uma estrutura em formato de concha. No mesmo ano, o Mate X, da Huawei, dobrava para fora e deixava uma única tela ao redor da parte externa. Em 2020, a Microsoft lançou o Surface Duo, com duas telas separadas por uma dobradiça, sem usar uma tela flexível. A empresa descontinuou os aparelhos desde então.

O Google entrou no mercado em 2023 com o Pixel Fold, de US$1.799. Em 2024, surgiram modelos com duas dobras. A Huawei lançou um aparelho desse tipo em setembro daquele ano por US$2.800, e a Samsung apresentou o seu em dezembro do ano passado.

A Samsung lidera atualmente o mercado global de celulares dobráveis, com cerca de 40%, seguida pela Huawei, com 30%, conforme dados da Counterpoint. O aparelho Fold 8, da Samsung, reduziu significativamente a dobra após anos de investimento na tecnologia.

A aposta no formato “passaporte”

A Apple deve adotar o formato de passaporte, cuja tela mais larga e mais curta se abre de maneira semelhante à de um minitablet. As proporções se aproximam da relação de aspecto da maioria dos vídeos e podem reduzir as barras pretas ao redor das imagens.

O Google abandonou esse design após 2023, enquanto a Samsung o empregou em um de seus dispositivos mais recentes. A expectativa é que a Apple priorize o consumo de vídeos e outras mídias, em vez de um aparelho mais alto, no estilo livro, voltado à produtividade.

A IDC estima que as vendas de smartphones dobráveis crescerão quase 30% este ano, enquanto as de modelos não dobráveis devem cair quase 1,4%. Para Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint, “a entrada da Apple certamente aumentará a concorrência no segmento premium”. Ele também afirmou que a categoria ainda tem espaço para crescer além dos volumes atuais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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