Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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UBS Consenso usa tecnologia brasileira para avançar na América Latina

Multi-family office prepara operação-piloto em México, Panamá e Chile enquanto reforça a equipe e mantém a expansão no Brasil.

UBS Consenso usa tecnologia brasileira para avançar na América Latina
Foto: Adobe Stock

A inteligência artificial passou a apoiar a consolidação de dados de investimentos do UBS Consenso, multi-family office do UBS, em um movimento que sustenta a preparação da operação para outros países da América Latina. A ferramenta reúne informações mantidas em dezenas de instituições financeiras e reduz para poucos minutos tarefas que antes exigiam equipes maiores e levavam dias.

O componente humano, porém, continua integrado ao modelo. A instituição está estruturando equipes para levar a infraestrutura desenvolvida no Brasil a México, Panamá e Chile, em um projeto-piloto dentro do ecossistema do banco. A expectativa é observar os primeiros resultados no último trimestre deste ano e avançar ao longo de 2027.

Modelo para os novos mercados

A operação prevê que os times locais continuem responsáveis pelo relacionamento com os clientes e encaminhem oportunidades à plataforma brasileira. O UBS Consenso ficará encarregado da entrega dos serviços especializados de multi-family office. O formato poderá mudar conforme a procura aumente e cada operação alcance escala suficiente para uma atuação mais local.

A escolha dos países considerou características distintas. O México foi selecionado pela escala; o Panamá, pela posição de hub da América Central; e o Chile, pela proximidade já existente com alguns dos principais participantes locais.

Leonardo Bulgarelli, head do Multi-Family Office para América Latina no UBS, afirmou que a combinação entre tecnologia e atuação especializada está entre os diferenciais do negócio. “O componente humano, entretanto, segue presente e essencial”, disse o executivo.

Integração e crescimento no Brasil

Entre junho de 2025 e julho de 2026, o UBS Consenso avançou em ritmo de dois dígitos no Brasil. O desempenho veio depois de um período dedicado à integração com o Credit Suisse, processo que envolveu sistemas, pessoas e processos e preservou a independência do multi-family office.

A aquisição do Consenso ocorreu em 2017, e a integração se intensificou com a chegada do Credit Suisse, há dois anos e meio. Com essa etapa mais avançada, o family office se tornou a principal alavanca de crescimento da área de wealth management do UBS no país.

As operações de multi-family office e private banking mantêm estruturas e governanças próprias, mas passaram a encaminhar demandas entre si. Clientes do private banking que precisam de apoio em governança familiar, sucessão, filantropia ou preparação da próxima geração podem ser atendidos pelo MFO. No caminho inverso, clientes do family office podem recorrer à estrutura bancária para câmbio e empréstimos.

Patrimônio no exterior e reforço da equipe

Praticamente metade do patrimônio sob gestão do MFO está alocada no exterior. De acordo com Bulgarelli, a expansão dos negócios dos clientes e a mudança de residência para outros países aumentaram a procura por estruturação patrimonial, planejamento tributário e conexões com especialistas internacionais.

A expansão internacional não reduz a aposta no mercado brasileiro. A demanda doméstica continua forte, inclusive fora dos grandes centros financeiros, e a companhia reforçou a equipe para acompanhar o crescimento. O MFO contratou oito profissionais para a área de relacionamento com clientes, entre pessoas vindas do mercado e funcionários transferidos de outras áreas, e deve continuar ampliando o quadro.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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