Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Bancos centrais europeus mudam a guarda de reservas de ouro

França substituiu ouro mantido em Nova York, enquanto a Holanda transferiu parte de suas reservas para Londres por razões de liquidez e distribuição.

Bancos centrais europeus mudam a guarda de reservas de ouro

A Holanda transferiu 86 toneladas de ouro mantidas nos Estados Unidos e no Canadá para Londres. Segundo o banco central do país, a operação teve como objetivos ampliar a liquidez, distribuir melhor as reservas geograficamente e fortalecer a capacidade de reação diante de uma crise.

Parte desse ouro foi transportada fisicamente. Outra parcela foi vendida em Nova York, com a compra de quantidade equivalente no mercado londrino.

A movimentação ocorreu depois de uma operação da França. O país retirou de Nova York as últimas 129 toneladas de suas reservas que permaneciam sob custódia do Federal Reserve. Nesse caso, o metal não foi levado para a Europa: foi vendido nos Estados Unidos e substituído por igual quantidade adquirida na Europa e armazenada em Paris.

O Banco da França justificou a troca por critérios técnicos. As barras antigas não atendiam aos atuais padrões internacionais de negociação. A operação manteve o volume das reservas francesas e gerou um ganho de 12,8 bilhões de euros.

Reservas e exposição internacional

As duas instituições não acusaram Donald Trump nem afirmaram temer um confisco. As decisões, porém, reduziram a quantidade de ouro europeu mantida nos Estados Unidos e ampliaram o controle sobre esses ativos em outros locais.

O Federal Reserve continua sendo uma das instituições mais respeitadas do sistema financeiro internacional, enquanto o dólar permanece no centro do sistema monetário. Ao mesmo tempo, tarifas, sanções e restrições comerciais passaram a ser usados pelos Estados Unidos como instrumentos de pressão política durante o governo de Donald Trump.

O congelamento de reservas russas no exterior e as apreensões relacionadas ao petróleo venezuelano reforçaram a percepção de que patrimônio, comércio e política externa estão cada vez mais ligados. São situações juridicamente diferentes, mas ajudam a explicar por que bancos centrais avaliam a localização de seus ativos estratégicos.

França e Holanda não anunciaram rompimento com os Estados Unidos. As transferências indicam uma revisão da distribuição geográfica de parte das reservas, com redução da exposição aos cofres americanos e maior presença em Paris e Londres.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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