O preço do boi gordo permaneceu estável em 27 das 33 regiões acompanhadas pela Scot Consultoria nesta segunda-feira (21/9), na comparação com o encerramento da semana passada. Houve alta em Goiânia (GO), Dourados (MS), no sudeste de Mato Grosso, em Alagoas, Paragominas (PA) e no sudeste de Rondônia.
Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências do mercado paulista, a arroba do boi gordo foi negociada a R$ 350 para pagamento em 30 dias. Os preços do boi China, da vaca e da novilha também ficaram sem alteração.
As escalas de abate estão menos confortáveis, sobretudo nos frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam mais dificuldade para avançar na compra de animais. Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, afirmou que as empresas maiores têm uma posição mais confortável por contar com animais de contratos de parceria e confinamentos próprios.
A Scot Consultoria também registrou vendas fracas no varejo na última semana, com redução nos pedidos de reposição de estoques. Ao mesmo tempo, a disponibilidade de carcaças, principalmente de boi inteiro e de fêmeas, diminuiu. A firmeza das cotações dos bovinos destinados ao abate sustentou os preços das carcaças, que subiram em todas as categorias.
Exportações
As exportações de carne bovina seguem em ritmo moderado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam média diária de 10,024 mil toneladas de carne in natura embarcadas em setembro. O volume é 30% menor que o registrado por dia há um ano. Até a última sexta-feira (18/9), foram enviadas 130,31 mil toneladas ao exterior.
Apesar da redução no volume diário, o preço em dólar avançou ao longo das semanas. A média parcial de setembro está em US$ 6.286,42 por tonelada, equivalente a R$ 32.249,33, valor 7% acima da média em reais registrada no mesmo mês do ano passado.



