SÃO PAULO — As equipes de emergência mantêm a busca por uma criança de 5 anos desaparecida sob os destroços de um imóvel que desabou na Penha, na Zona Leste da capital paulista. O número de mortos chegou a cinco depois que os corpos de um homem e de uma mulher foram retirados na manhã deste domingo.
Os dois corpos foram encontrados em uma área usada para atividades de trabalho, diferente do setor dos dormitórios, onde os socorristas haviam concentrado os esforços no início da operação. A mudança ocorreu após sinais identificados por cães farejadores e informações apresentadas por sobreviventes. Há indícios de que o homem e a mulher formavam um casal de moradores.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, major Robson Mitsu, afirmou que a retirada dos entulhos precisa ser feita com cuidado por causa da possibilidade de colapso de estruturas instáveis. No ponto onde as escavações são realizadas, o maquinário pesado foi suspenso para preservar possíveis bolsões de ar que possam manter a criança viva.
Cerca de 100 profissionais participam da operação em turnos ininterruptos no canteiro da Rua Tequici. O trabalho reúne integrantes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e da Defesa Civil.
Apurações sobre a obra
A Prefeitura de São Paulo abriu uma sindicância, por meio da Controladoria Geral do Município, para verificar os laudos técnicos emitidos no licenciamento do empreendimento de 12 andares.
A análise preliminar da administração municipal aponta que a demolição de uma estrutura anteriormente condenada pode não ter sido feita conforme o exigido. A medida havia sido registrada em vistoria no início de 2024 como condição para a concessão do alvará.
A servidora pública responsável pela fiscalização do terreno foi afastada por 30 dias. Paralelamente, a Polícia Civil conduz um inquérito criminal para investigar os responsáveis pelo projeto.



