Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Seis pessoas morrem após prédio em construção desabar sobre casa em São Paulo

Ronaldo Vivacqua foi preso temporariamente, enquanto outros dois representantes da construtora são procurados pela polícia.

Seis pessoas morrem após prédio em construção desabar sobre casa em São Paulo
Foto: Taba Benedicto/Estadão/Estadão

Seis pessoas morreram após um prédio em construção desabar sobre uma casa na Penha, na zona leste de São Paulo. Entre as vítimas está uma criança. O caso ocorreu por volta das 2h de sábado, 12, na Rua Tequici. A estrutura tinha 12 andares e atingiu o imóvel vizinho.

Uma menina de sete anos e um homem foram resgatados com vida, com escoriações leves, e levados ao Hospital Municipal do Tatuapé. As buscas duraram quase 36 horas e envolveram mais de 70 bombeiros e militares, 22 viaturas e um cão farejador.

As outras seis vítimas eram três mulheres — uma delas grávida —, dois homens e uma criança. As identidades não foram divulgadas. O Governo de São Paulo informou que sete vítimas eram bolivianas e uma, paraguaia. Os corpos serão levados à Bolívia para o sepultamento.

Prisões e investigação policial

O 24º Distrito Policial, da Ponte Rasa, investiga o caso. A Polícia Civil prendeu temporariamente, na manhã de domingo, 13, Ronaldo Vivacqua, apontado como sócio-proprietário oculto da New Home Construtora, responsável pela obra. Ele foi levado ao 24º DP para prestar depoimento e permanece à disposição da Justiça.

Também foram expedidos mandados de prisão temporária contra Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo e responsável técnico pela obra, e Isis Brandão, mulher de Cristiano e sócia da construtora. Os dois são considerados foragidos.

A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli afirmou que as prisões consideraram indícios de que o risco de desabamento poderia ser previsível e o fato de os responsáveis pela empresa não terem se apresentado espontaneamente para prestar esclarecimentos e auxiliar as buscas com informações técnicas. “Tememos também pelo risco de fuga e destruição de possíveis provas”, disse.

Histórico da obra

A Prefeitura de São Paulo informou que a construção começou em 2019 sem alvará e passou por fiscalizações da Subprefeitura da Penha. Foram aplicadas multas, incluindo uma de R$ 119 mil, e a obra foi interditada.

Em 2021, a Procuradoria-Geral do Município obteve na Justiça uma liminar para interromper imediatamente os trabalhos. Um novo projeto foi apresentado em 2022. Em agosto de 2023, a prefeitura concedeu outro alvará, condicionado à demolição da estrutura anterior.

Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 gerou um laudo que atestava o cumprimento da demolição. O documento é investigado pela Controladoria-Geral do Município. Segundo a apuração preliminar da prefeitura, checagens com moradores e imagens de satélite indicam que a demolição exigida não teria sido feita. A servidora responsável pelo laudo foi afastada por 30 dias.

A Defesa Civil afirmou que não era possível confirmar relação entre o desabamento e as chuvas registradas no momento do acidente. Em nota, a New Home declarou solidariedade às famílias, disse que a edificação estava regularizada administrativamente e afirmou que qualquer conclusão sobre as causas seria prematura. A empresa defendeu uma perícia técnica e citou a necessidade de investigar uma obra nos fundos do imóvel, com possível intervenção próxima às fundações.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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