INDAIATUBA — A expansão da CYG Biotech, empresa do Grupo Blanver, deverá elevar em mais de 120% a capacidade produtiva de uma das unidades da companhia. O projeto, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevê a fabricação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) usados em medicamentos para diferentes áreas terapêuticas.
Entre os tratamentos relacionados aos insumos estão os destinados a câncer, HIV, hepatites B e C, artrite, reumatismo, depressão, transtorno bipolar, doenças inflamatórias crônicas, hipertensão, derrame e doença arterial periférica (DAP). Parte da produção está vinculada a Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) mantidas pela Blanver com laboratórios públicos, com contribuição para o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Estrutura e prazo de implantação
O BNDES aprovou R$ 86 milhões para a obra, que será executada pelo programa BNDES Mais Inovação com apoio da Macke Consultoria. O complexo terá aproximadamente 10 mil metros quadrados, distribuídos em duas edificações e três unidades de produção. A conclusão da implantação está prevista para 24 meses, e a operação plena é estimada para agosto de 2028.
O projeto também deverá criar 100 empregos diretos e outros 100 indiretos. Metade dos recursos financiados será destinada à compra de bens de capital produzidos no Brasil.
Para Sérgio Frangioni, CEO da Blanver, o investimento amplia a capacidade tecnológica e produtiva da empresa. “A expansão da produção de IFAs fortalece uma competência importante para a Blanver e amplia nossa capacidade de atender diferentes áreas terapêuticas”, afirmou.
Ciclo de financiamentos
A aprovação integra uma sequência de operações que, juntas, ultrapassam R$ 420 milhões em financiamentos do BNDES estruturados com apoio da Macke Consultoria. Em 2025, foram aprovados R$ 220 milhões para o plano de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Blanver, que inclui 19 novos medicamentos. Desse total, 15 também envolvem o desenvolvimento dos respectivos IFAs.
Em julho de 2026, outros R$ 115 milhões foram aprovados pelo Plano Brasil Soberano para ampliar e modernizar a unidade industrial de Taboão da Serra (SP). O projeto inclui a adaptação de áreas para a produção simultânea de diferentes medicamentos sólidos.
Segundo André Moro Maieski, sócio-fundador da Macke, as operações abrangem pesquisa, desenvolvimento de medicamentos, produção nacional de IFAs, modernização industrial e aumento da capacidade produtiva. A consultoria participa das etapas de enquadramento, estruturação técnica e financeira, submissão, acompanhamento, contratação, liberações e prestação de contas.
A Macke atua há mais de 17 anos na estruturação de projetos de inovação e captação de recursos, com apoio a empresas que buscam instrumentos de financiamento do BNDES, da Finep e de outras instituições de fomento.



