Analistas dos Estados Unidos e da China estudam formas de responder a um cenário em que um sistema avançado de inteligência artificial provoque uma crise nuclear entre as duas potências. A hipótese envolve a interferência autônoma na rede de comando nuclear de um dos países ou a realização de um ataque cibernético que faça uma nação atribuir a agressão à outra.
Em uma situação desse tipo, Washington e Pequim poderiam ter apenas alguns minutos para verificar a origem do ataque e decidir como agir. O risco está relacionado à possibilidade de uma reação baseada em uma interpretação incorreta dos dados recebidos pelos sistemas de defesa.
Grupo analisa riscos e respostas
Um grupo formado por analistas americanos e chineses foi encarregado de examinar os riscos e apresentar soluções. Especialistas que assessoram os respectivos governos publicaram um artigo conjunto no dia 9 de setembro.
Entre as medidas em avaliação estão protocolos para lidar com o cenário caso ele ocorra. A preocupação ganhou espaço com o avanço da inteligência artificial, que passou a ser considerada capaz de interferir em estruturas estratégicas de maneira autônoma.
A discussão também pode chegar a uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para o próximo dia 24 de setembro, na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. O encontro é apresentado como uma oportunidade para que os líderes tratem do assunto.
A possibilidade de um sistema de IA desencadear um conflito nuclear já apareceu em produções cinematográficas. Agora, a análise conjunta de especialistas dos dois países busca avaliar os riscos e definir como reduzir a chance de que um erro de interpretação leve a uma decisão militar irreversível.



