Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Goiás amplia número de vinícolas em ritmo superior à média brasileira

Estado chegou a 12 vinícolas registradas em 2025 e concentra 70,6% dos estabelecimentos do Centro-Oeste.

Goiás amplia número de vinícolas em ritmo superior à média brasileira

O número de vinícolas em Goiás cresceu 9,1% ao longo de 2025, quase cinco vezes acima da média brasileira, que foi de 1,9%. O estado encerrou o período com 12 estabelecimentos registrados, enquanto o país chegou a 965.

Os dados estão no Anuário do Vinho 2026, publicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) dedicada à cadeia produtiva. Goiás reúne 70,6% das vinícolas registradas no Centro-Oeste: das 17 empresas contabilizadas na região, 12 estão no estado. Mato Grosso e o Distrito Federal têm dois estabelecimentos cada, e Mato Grosso do Sul, um.

As vinícolas goianas registraram 161 vinhos no Mapa em 2025, uma média de 13,4 produtos por estabelecimento. O levantamento considera itens formalmente cadastrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), e os números não representam necessariamente todos os rótulos disponíveis para venda.

Com essa quantidade, Goiás aparece na sétima posição nacional em número de vinhos registrados. A média brasileira é de 16,8 produtos por estabelecimento.

Produção de uvas

Informações da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) indicam a existência de cerca de 116 produtores de uva, 410 hectares cultivados e presença da cultura em 55 municípios goianos.

As principais áreas produtoras ficam nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste, incluindo Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí. A uva de mesa ainda predomina, mas a Agrodefesa identifica potencial de expansão do cultivo voltado à produção de sucos e vinhos.

A vitivinicultura goiana também se relaciona ao avanço dos chamados vinhos de inverno. Pesquisa da Embrapa Uva e Vinho aponta uma terceira macrorregião produtora no país, formada mais recentemente por áreas que adotaram técnicas para o cultivo em locais antes pouco associados à produção de vinho.

O modelo começou em Minas Gerais e chegou a Goiás, entre outros estados. Nele, a videira passa por duas podas anuais, e a colheita ocorre no inverno, entre junho e agosto. Segundo a Embrapa, os vinhedos estão em áreas de clima subtropical e tropical de altitude, entre 600 e 1.200 metros.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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