Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ilustrações ajudam crianças com TDAH a organizar relatos de fábulas

Estudo do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa identificou melhora na estrutura, fluência e precisão das narrativas com apoio visual.

Ilustrações ajudam crianças com TDAH a organizar relatos de fábulas
Foto: gerada por IA/Portal Terra/TerrAI

Um estudo experimental identificou melhora no desempenho narrativo de crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) quando elas receberam ilustrações como apoio para recontar fábulas. O resultado foi observado mesmo que a pontuação do grupo não tenha alcançado a registrada por crianças neurotípicas.

A pesquisa avaliou crianças de 8 a 12 anos, de língua inglesa, que ouviram duas histórias curtas em situações diferentes: uma acompanhada por figuras e outra apresentada sem recursos visuais. As transcrições dos relatos foram analisadas em aspectos como organização da narrativa, fluência e precisão no uso da linguagem.

Diferenças entre os grupos

O trabalho foi realizado pela Unidade de Neurobiologia do Desenvolvimento Humano da Professora Gail Tripp, vinculada ao Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST), e publicado no periódico Research on Child and Adolescent Psychopathology.

Os resultados indicaram que crianças com TDAH enfrentam mais dificuldade para recontar histórias de maneira clara e coerente do que seus colegas neurotípicos. A presença de imagens reduziu parte dessa diferença no experimento, mas não eliminou a distância entre os grupos.

Para a Dra. Hend Samniya, pesquisadora da instituição, o recontar de histórias tem implicações que vão além da atividade escolar. “Compartilhar experiências, memórias ou sentimentos é importante socialmente e para o desenvolvimento das crianças”, afirmou.

Aplicações no ambiente escolar

O TDAH é uma condição neurodesenvolvimental que atinge cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos em todo o mundo. Segundo a pesquisa, suas manifestações variam entre os estudantes, o que impede a adoção de uma intervenção única para todos.

A identificação antecipada de dificuldades relacionadas à linguagem pode ajudar educadores, profissionais de saúde e familiares a desenvolver ambientes de convivência e estratégias pedagógicas ajustadas às necessidades de cada criança. O estudo também destaca que o suporte visual pode contribuir para atividades em que a comunicação e a organização de relatos são exigidas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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