Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mensagens de ex-sócio expõem crise envolvendo Flávio Bolsonaro

Acervo reúne registros sobre disputa empresarial, relações pessoais, despesas pagas por aliados e tratativas relacionadas a processos no STF.

Dossiê de ex-sócio revela rede de favores, prostituição, orgias, mimos de luxo e pressões contra Flávio Bolsonaro

Um conjunto de mensagens, áudios, fotos e documentos mantido pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini registra uma crise envolvendo Flávio Bolsonaro, seu ex-sócio na chocolateria Kopenhagen do BarraShopping. O material reúne informações sobre a disputa financeira entre os dois, relações pessoais, despesas pagas por aliados e contatos relacionados a processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A parceria comercial e pessoal começou no início dos anos 2000 e terminou depois das eleições de 2022, em meio ao encerramento da loja Bolsotini Chocolates e Café Ltda. Santini passou a cobrar de Flávio um acerto de R$ 1,4 milhão. O estabelecimento havia sido investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso das chamadas rachadinhas, mas o procedimento foi posteriormente arquivado pela Justiça.

Durante o conflito, Santini apresentou à dentista Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, registros sobre encontros sociais e festas privadas promovidas pelo grupo. Entre as mensagens arquivadas estão combinações de encontros em hotéis de luxo no Rio de Janeiro, incluindo o Grand Hyatt, com diárias de R$ 3 mil.

Em uma mensagem, Flávio pediu que o ex-sócio se afastasse de sua família e assumiu arrependimento por condutas passadas. “Me arrependi, de verdade, de muitas escolhas erradas que fiz na vida e não vou errar nunca mais com a minha família”, escreveu o senador. Santini respondeu que a mensagem poderia ter sido enviada à pessoa errada.

O acervo também registra a atuação de pessoas próximas ao parlamentar. O advogado Alan Belaciano aparece associado ao pagamento de equipamentos para a academia da residência de Flávio em Brasília, em valor superior a R$ 90 mil, e à compra de um relógio Rolex Submariner Date em ouro branco, por R$ 305 mil, em fevereiro de 2022. Segundo os registros, o relógio foi adquirido em nome do advogado e destinado ao senador. Flávio já havia afirmado que os equipamentos foram obtidos por meio de um empréstimo pessoal e classificou acusações de chantagem como infundadas.

As mensagens também envolvem Fabrício Queiroz e Frederick Wassef. Após a anulação das investigações no Rio de Janeiro, Wassef mencionou um habeas corpus de sua autoria no STF, identificado pelo número 201965. Santini, por sua vez, afirmou que o poder havia seduzido e levado Flávio a perder o controle.

No final de 2023, Santini escreveu ao ex-sócio sobre tratativas relacionadas a processos no STF e citou o ministro Kassio Nunes Marques. Ele mencionou reuniões com interlocutores do gabinete e alertou: “Brasília não tem muros e seu amiguinho está sendo observado…”. No mesmo dia, Flávio respondeu propondo uma reunião na terça às 15:00, em seu gabinete.

O encontro terminou em um acordo entre os dois, encerrando as cobranças públicas e os litígios. Atualmente, a disputa está encerrada, e Santini voltou a manifestar apoio político a Flávio nas redes sociais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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