Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PANXEON usa inteligência artificial para avaliar sinais iniciais de tumor pancreático

Método analisou três marcadores moleculares e apontou alterações pré-cancerosas em mais de 64% dos pacientes com cistos de alto risco.

PANXEON usa inteligência artificial para avaliar sinais iniciais de tumor pancreático
Foto: Canva/Perfil Brasil

O PANXEON apresentou resultados promissores na identificação de alterações pré-cancerosas no pâncreas. Em pessoas com cistos de elevado risco na glândula, o método detectou displasia avançada em mais de 64% dos casos avaliados. A displasia avançada é uma alteração celular que pode anteceder o câncer.

Os resultados foram divulgados na Nature Medicine a partir de uma pesquisa com cerca de 1.800 participantes, distribuídos entre centros de pesquisa nos Estados Unidos, em países da Europa e na Ásia. O exame também identificou câncer de pâncreas nos estágios 1 e 2 em aproximadamente 87% das amostras analisadas. A pesquisa registrou ainda baixos índices de resultados falso-positivos.

Como funciona o exame

O teste é feito a partir de uma amostra de sangue e procura três marcadores moleculares relacionados à multiplicação de células malignas no sistema digestivo. Depois, um sistema de inteligência artificial processa as informações e calcula um indicador individual de risco para a doença.

Esse resultado pode ajudar as equipes médicas a decidir se há necessidade de exames de imagem adicionais ou de intervenções. A estratégia pode ser considerada para pessoas com predisposição genética ou histórico de pancreatite, conforme a avaliação clínica.

Limites e próximos estudos

O adenocarcinoma pancreático tem desafios específicos para o rastreamento preventivo. Diferentemente de tumores mamários ou colorretais, não conta com exames de rotina padronizados. Sinais como perda involuntária de peso, desconforto abdominal e alterações nos níveis de glicemia costumam aparecer quando a doença já está avançada. A taxa média de sobrevida cinco anos após o diagnóstico é de 13%.

Ajay Goel, autor sênior da pesquisa e pesquisador do centro de oncologia City of Hope, na Califórnia, destacou a importância de localizar a doença antecipadamente. “Quanto mais cedo encontramos o câncer de pâncreas, maior é a chance de uma intervenção significativa ainda ser possível”, afirmou.

Apesar dos resultados iniciais, o PANXEON ainda precisa passar por novas etapas de validação em estudos clínicos com amostras maiores. Só depois desse processo poderá ser avaliado para autorização de uso na assistência clínica e hospitalar.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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