Fabricantes de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados entregaram aos candidatos à Presidência da República um documento com propostas para o próximo governo federal. A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) apresentou uma agenda centrada em simplificação tributária, segurança jurídica e modernização das regras para o setor.
A entidade quer compromissos claros em relação à carga tributária e à complexidade do sistema fiscal brasileiro. A Abimapi afirma que a cadeia reúne mais de 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos no país e considera a competitividade uma prioridade para o próximo governo.
Entre os temas apontados estão a oscilação dos preços de insumos estratégicos, especialmente o trigo, além de problemas de infraestrutura e custos logísticos. Na avaliação da associação, esses fatores aumentam o custo da distribuição e reduzem a capacidade de competição da indústria.
Regulação e comércio exterior
A associação também relaciona a aplicação recente de tarifas a prejuízos para as exportações brasileiras, à redução do interesse em investimentos e a impactos na geração de empregos e divisas.
Na área regulatória, a Abimapi se opõe ao avanço de políticas públicas que usam o conceito de alimentos ultraprocessados como base para rotulagem, tributação, limitações à publicidade e compras públicas. Para a entidade, essa classificação pode provocar distorções regulatórias e concorrenciais, insegurança jurídica e barreiras indiretas ao comércio.
A proposta apresentada aos presidenciáveis defende que o setor produtivo seja incluído no centro da estratégia de crescimento nacional. A agenda reúne medidas para a indústria de alimentos, a segurança jurídica, a simplificação tributária e o fortalecimento das cadeias produtivas nacionais.
Segundo a Abimapi, o setor movimenta R$ 70,4 bilhões por ano e está presente em 99,7% dos lares brasileiros. A associação afirma representar 80% do mercado nacional de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados. As reivindicações estão concentradas em tributação, regulação, insumos, logística e comércio exterior.



