O governo da Argentina anunciou novas ações judiciais contra empresas envolvidas na exploração de petróleo nas proximidades das Ilhas Malvinas. A iniciativa amplia a pressão de Buenos Aires sobre companhias que operam no território ultramarino britânico e ocorre enquanto o país prepara mudanças na legislação para endurecer as sanções contra essas empresas.
O porta-voz do governo argentino, Adrian Ravier, disse em entrevista coletiva que novas denúncias serão apresentadas, mas não informou quais empresas serão incluídas. A Navitas Petroleum, companhia israelense, e a Rockhopper Exploration, do Reino Unido, já foram apontadas como alvos pelas autoridades argentinas.
O promotor federal Carlos Stornelli também apresentou um pedido para abrir uma investigação contra executivos e acionistas da Navitas. O gabinete do procurador não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A Navitas não havia respondido aos pedidos de comentário, enquanto a Rockhopper se recusou a comentar. As duas empresas afirmam que o projeto de exploração de petróleo tem licenças válidas do governo das Ilhas Malvinas e indicam não esperar que as medidas argentinas impeçam seu desenvolvimento.
Posição britânica
O Reino Unido publicou orientações para tranquilizar empresas que atuam nas ilhas. O governo britânico afirmou apoiar atividades econômicas legítimas e defendeu o direito dos habitantes das Malvinas de regular a economia local e desenvolver recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.
A orientação britânica sustenta que a Argentina não tem autoridade para exercer jurisdição sobre as ilhas ou aplicar sua legislação interna ao arquipélago e às empresas e pessoas ligadas às atividades comerciais locais. O Reino Unido também afirmou não identificar base jurídica para que tribunais de outros países façam cumprir medidas adotadas contra essas empresas.
A disputa envolve a reivindicação argentina de soberania sobre as Malvinas. Em 1982, a Argentina invadiu as ilhas e travou uma guerra de 10 semanas com o Reino Unido antes de se render.



