Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Barbosa cobra referências éticas e transparência no caso Banco Master

Executivo afirma que a sociedade está indignada e defende apuração das denúncias pelo STF e pelo Congresso, sem privilégios ou pré-julgamentos.

Barbosa cobra referências éticas e transparência no caso Banco Master
Foto: Werther Santana/Estadão

Fábio Barbosa avalia que a retirada formal do sigilo das investigações sobre o Banco Master abriu espaço para que denúncias graves sejam examinadas publicamente. A medida foi determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Para o executivo, o momento exige que o Supremo e o Congresso conduzam as apurações com transparência e levem ao plenário os temas que precisam ser analisados.

Barbosa afirma que a sociedade não está apática, mas indignada e sem clareza sobre como reagir. Na avaliação dele, a população poderá se manifestar pelo voto ou nas ruas, conforme a atuação das lideranças do país e o andamento das investigações. “Não dá mais para esconder embaixo do tapete”, disse.

Ele defende que as denúncias sejam avaliadas por juristas, com base nas provas, sem pré-julgamentos. Também considera necessário investigar o que tiver fundamento e deixar de lado acusações sem base. Para Barbosa, a democracia pressupõe que ninguém esteja acima da lei e que autoridades, empresas e cidadãos estejam submetidos às mesmas regras.

O executivo também cobra exemplos de conduta nos Três Poderes. Segundo ele, as lideranças deveriam funcionar como referências de ética e transparência, capazes de inspirar a população. Barbosa afirma que essa ausência de referências alimenta a sensação de impunidade e contribui para o desânimo durante as eleições.

Reforma de valores

Barbosa relaciona os problemas institucionais à necessidade de uma reforma de valores. Ele diz que a sociedade brasileira comete e tolera pequenos delitos e que o combate a desvios depende de educação, punição e exemplos vindos das autoridades. Na avaliação dele, quem corrompe e quem aceita ser corrompido têm responsabilidade pelo problema.

O executivo afirma que distorções na Justiça podem prejudicar pessoas que têm direito em determinadas causas. Para ele, mecanismos de controle devem permitir a identificação dos problemas e a punição dos casos comprovados. Barbosa também cita a necessidade de reformas tributária, previdenciária e trabalhista, mas considera a mudança de valores a mais importante.

Barbosa integrou a administração de empresas como Real ABN Amro, Santander e Natura. Ele afirma ter trabalhado com dezenas de milhares de funcionários e diz que a maioria das pessoas busca agir corretamente. Atualmente, participa do conselho de administração de três companhias com faturamentos bilionários.

O executivo também assinou o manifesto “Pela lei e pelo Brasil”, que pede a apuração das denúncias. Para ele, existe tensão suficiente na sociedade para impulsionar uma mudança, mas isso dependeria de uma liderança com alcance popular. Barbosa afirma que não é possível prever se esse movimento ocorrerá, mas defende que as investigações avancem e que o país caminhe na direção da transparência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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