Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil amplia data centers enquanto resistência cresce nos Estados Unidos

ReData oferece incentivos ao setor, mas especialistas defendem contrapartidas e atenção ao consumo de energia, água e mão de obra.

Brasil amplia data centers enquanto resistência cresce nos Estados Unidos
Foto: Grade Solomon/NYT

A expansão dos data centers enfrenta resistência nos Estados Unidos, enquanto o Brasil aposta em incentivos tributários para atrair e ampliar essas estruturas. A discussão envolve os efeitos sobre o consumo de energia e água, a infraestrutura local e a qualidade de vida das comunidades vizinhas.

Nos Estados Unidos, um levantamento do Data Center Watch aponta que US$ 18 bilhões em projetos foram bloqueados nos últimos dois anos. Outros US$ 46 bilhões sofreram atraso após a mobilização de grupos contrários às instalações. Ao menos 142 grupos de ativistas atuam em 24 Estados e discutem regras de zoneamento, além de medidas para evitar que os custos da expansão sejam repassados aos consumidores.

Na Virgínia, autoridades passaram a exigir que os desenvolvedores assumam antecipadamente determinados custos de transmissão. No Texas, novas conexões de data centers à rede elétrica foram suspensas durante a revisão das estimativas de consumo de energia pelo Estado.

Incentivo brasileiro

O Brasil é o principal mercado de data centers da América Latina, com mais de 200 unidades em operação. Há duas semanas, o Senado aprovou o ReData, regime que concede incentivos tributários a empresas que instalem ou ampliem essas estruturas. A iniciativa busca reduzir desvantagens enfrentadas pelo país.

Segundo cálculos da Brasscom, a construção de um data center de grande porte custa 34% mais no Brasil do que nos Estados Unidos, principalmente por causa da tributação sobre equipamentos de tecnologia. O programa prevê renúncias fiscais de R$ 7,2 bilhões até 2028.

Para Alexandre Chaia, professor de Economia do Insper, o benefício dependerá da forma como o programa será implementado. Na avaliação dele, os projetos precisam gerar valor sem pressionar a oferta de mão de obra, energia e água nas regiões escolhidas.

Antônio Carlos Diegues, professor de Economia da Unicamp, considera o ReData uma oportunidade para ampliar a soberania nacional sobre os dados e aproveitar a matriz elétrica renovável brasileira. Ele defende a prioridade para regiões com excedentes de energia solar e eólica, especialmente no Nordeste, além da vinculação dos projetos a contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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