O mercado de trabalho dos Estados Unidos deve criar 5,9 milhões de empregos entre 2025 e 2035, chegando a 176,2 milhões de postos. A expansão de 3,5% será menor que a registrada na década anterior, quando o crescimento foi de 10,9%, segundo projeção do Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), divulgada no final de agosto.
Energia e saúde lideram a expansão
Os serviços públicos devem registrar o maior ritmo de crescimento, com alta de 9,8% no emprego. O avanço está relacionado à construção de centros de dados e ao aumento da demanda por eletricidade associado à inteligência artificial.
“Quase todo o crescimento do emprego é esperado na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica devido à crescente demanda por eletricidade, incluindo as demandas de energia para inteligência artificial”, afirmou o BLS.
Dentro do setor, a geração de energia solar deve crescer 153%, enquanto a eólica terá expansão de 62%. As concessionárias devem acrescentar 58.800 empregos.
O maior volume de novas vagas, porém, deve vir da área de saúde e assistência social, com 2,2 milhões de empregos adicionais na década. O setor terá crescimento de 9,5% e responderá por 37% dos novos postos previstos até 2035.
O BLS relaciona o desempenho ao envelhecimento da população e à maior prevalência de doenças crônicas, como doenças cardíacas, câncer e diabetes. Entre as ocupações, o número de enfermeiros especializados deve subir 41%, e o de gestores de serviços médicos e de saúde, 24%.
Tecnologia avança, mas tarefas administrativas recuam
O setor de serviços profissionais, científicos e técnicos deve crescer 8,6% e criar 926.700 empregos, ficando entre os segmentos com maior expansão. A demanda por ferramentas de inteligência artificial deve favorecer profissões ligadas à análise e à pesquisa.
A previsão é de aumento de 34,6% para cientistas de dados e de 21,8% para cientistas de pesquisa em computação e informação. O avanço indica que a tecnologia continuará gerando oportunidades, apesar das previsões de redução de vagas em algumas ocupações.
A retração mais expressiva deve ocorrer em escritório e apoio administrativo: queda de 4%, equivalente a 752.100 empregos. Vendas e ocupações relacionadas devem recuar 1,4%, em um cenário de expansão do comércio eletrônico e de uso crescente de ferramentas de inteligência artificial nos processos empresariais.
“Embora se espere que a crescente adoção da IA sustente a demanda por algumas profissões, os ganhos de produtividade associados podem reduzir a demanda por emprego em outras”, afirmou o BLS.
A avaliação também aponta possível redução da procura por algumas funções de artes, design, entretenimento, esportes e mídia, à medida que softwares de inteligência artificial generativa automatizem tarefas repetitivas e acelerem determinados processos.



