Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Gasolina nos EUA pode superar US$ 4 por galão no Dia do Trabalho

Preço médio deve bater recorde para a época do ano, enquanto motoristas reduzem viagens e consumo diante da alta dos combustíveis.

Gasolina nos EUA pode superar US$ 4 por galão no Dia do Trabalho
Foto: Paul Weaver/Unsplash

O preço médio nacional da gasolina nos Estados Unidos deve chegar a US$ 4,03 por galão no Dia do Trabalho, na próxima segunda-feira (7), segundo Patrick De Haan, analista da GasBuddy. O valor superaria o recorde anterior para a data, de US$ 3,83 por galão, registrado em 2012.

Na quinta-feira (3), a média nacional estava em cerca de US$ 4,13 por galão, quase um dólar acima da média do ano passado, conforme o serviço de monitoramento da GasBuddy. Analistas consideram US$ 4 por galão um ponto crítico para muitos consumidores.

De Haan afirmou que os preços não estão no maior nível histórico, mas são os mais altos já registrados para esta época do ano. Com isso, os Estados Unidos podem ter, pela primeira vez, uma média nacional acima de US$ 4 por galão no Dia do Trabalho.

A alta ocorre enquanto a guerra no Oriente Médio eleva os custos de energia. O petróleo bruto voltou a superar US$ 90 por barril nesta semana, após novas ações militares entre os Estados Unidos e o Irã aumentarem as preocupações sobre interrupções no abastecimento global.

Os preços do diesel e do óleo para aquecimento também subiram. Parte do movimento está relacionada aos ataques em curso contra instalações de refino russas, que ampliaram os temores sobre a oferta de combustíveis. O petróleo bruto é a principal matéria-prima usada na produção desses produtos, e os preços do combustível no varejo costumam acompanhar sua tendência.

Pressão sobre consumidores e governo

A gasolina é um dos indicadores econômicos mais visíveis para os consumidores americanos. Como os preços permaneceram acima de US$ 4 por galão durante grande parte do ano, o tema se tornou uma preocupação para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano, no momento em que começam as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato.

Trump prometeu reduzir os custos de energia e, nas últimas semanas, passou a criticar refinarias e varejistas de combustível, acusando-os de lucrar com os preços elevados. Em 14 de agosto, disse que os americanos deveriam aceitar pagar “um pouquinho a mais” pela gasolina para impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.

Colorado, Utah, Idaho, Montana, Wyoming e Dakota do Norte registraram alguns dos maiores aumentos desde o início da guerra no Oriente Médio. Califórnia, Havaí e Washington têm atualmente as maiores médias de preço do país.

A alta também mudou os planos de motoristas. Randi O’Brien, de 57 anos, disse que só podia gastar US$ 15 em gasolina enquanto abastecia uma caminhonete perto de Evergreen, no Colorado. Ela percorre cerca de 40 minutos, entre ida e volta, todos os dias para trabalhar na Home Depot.

Em Houston, Madison Moore, de 28 anos, afirmou que está reduzindo as viagens planejadas para o Dia do Trabalho. As exportações americanas de produtos refinados cresceram mais de 10% em comparação com o ano passado, segundo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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