Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Corteva prevê crescer acima do mercado brasileiro e ampliar portfólio de biológicos

Após separar os negócios de proteção de cultivos e sementes, empresa planeja lançar 12 ativos e manter parcerias no setor.

Corteva prevê crescer acima do mercado brasileiro e ampliar portfólio de biológicos

A Corteva pretende crescer acima do mercado brasileiro e ampliar sua atuação em produtos biológicos, segmento que avança entre 6% e 8% ao ano. A empresa passou a se dedicar exclusivamente à proteção de cultivos depois da separação de seus negócios, enquanto a recém-criada Vylor assumiu as operações de sementes e genética avançada.

A estratégia foi apresentada por Brook Cunningham, diretora comercial da Corteva, durante o Global Agribusiness Forum (GAFFFF), em São Paulo. Para a executiva, o Brasil é um mercado estratégico pelo potencial de crescimento e pela relevância na segurança alimentar global.

“Há uma adoção ainda mais alta [de biológicos] aqui do que em outras partes do mundo, portanto será certamente um grande foco para nós”, afirmou Brook. Segundo ela, a companhia mantém a meta de avançar acima do ritmo do mercado no país, inclusive na área de biológicos.

Investimentos e novos produtos

A Corteva tem um pipeline de US$ 11 bilhões, mas não informou quanto desse valor será destinado ao Brasil. Nos próximos dez anos, a empresa prevê lançar 12 novos ativos: sete ingredientes ativos e cinco produtos biológicos.

A companhia também pretende combinar desenvolvimento próprio com parcerias e licenciamento de tecnologias. Embora mantenha interesse em aquisições, Brook disse que o crescimento por meio de compras não é considerado necessário após a separação dos negócios. Entre as possibilidades estão a aquisição de moléculas e de empresas de biológicos.

Operação global

A fragmentação geopolítica, os conflitos armados e as disputas comerciais levaram a Corteva a adaptar sua operação global, sem abandonar mercados agrícolas considerados estratégicos, como Brasil e China. A empresa deixou a Rússia devido à guerra, mas continua operando em outras regiões produtoras de grãos e oleaginosas.

Brook afirmou que mudanças frequentes nas tarifas exigem revisões de custos e ajustes nas cadeias de suprimentos. Na China, mesmo com a tensão comercial com os Estados Unidos, a Corteva segue em busca de parcerias e trabalha com empresas locais de tecnologia.

A executiva esteve em São Paulo na última quinta-feira (1º/10), data que marcou o início das operações da Corteva como empresa independente de proteção de cultivos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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