Os Estados Unidos reduziram a cota de importação de açúcar bruto do Brasil para o ano fiscal 2027. Com a mudança, as usinas do Nordeste terão direito a exportar 100 mil toneladas com tarifa reduzida — um terço a menos que o volume dos últimos anos.
A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (23/9) e vale para o período que começa em outubro deste ano e termina em setembro de 2027. O governo americano cortou em 55,9 mil toneladas a parcela destinada ao Brasil e redistribuiu o volume entre outros países exportadores.
Efeito para as exportações
A tarifa cobrada pelos Estados Unidos fora da cota é de US$ 340 por tonelada. Com a redução, a exportação de volumes adicionais fica praticamente inviável, e os produtores nordestinos perdem espaço em um mercado que costuma pagar mais do que outros destinos, segundo fontes do setor.
O impacto sobre a balança comercial brasileira tende a ser limitado porque os Estados Unidos respondem por perto de 1% das exportações de açúcar do país. A China é o principal destino e, desde 2020, compra entre 10% e 15% do produto exportado pelo Brasil.
A decisão divulgada pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) informa que a cota de 55 mil toneladas retirada do Brasil foi distribuída entre 28 países.
A República Dominicana recebeu 11,9 mil toneladas; as Filipinas, 9,1 mil toneladas; e a Austrália, 5,6 mil toneladas. Também foram contemplados países da América Latina: a Argentina ganhou 2,9 mil toneladas, o Peru recebeu 2,7 mil toneladas e a Colômbia, 1,6 mil toneladas.
Brasil, República Dominicana, Filipinas e Austrália estão entre os países citados na redistribuição. O Brasil lidera o ranking de exportadores, com embarques de mais 30 milhões de toneladas ao ano.



