Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Usinas do Nordeste terão de rever planos após corte na cota dos EUA

Redução de 55 mil toneladas no volume destinado ao Brasil pode afetar receitas e o planejamento das usinas nordestinas.

Usinas do Nordeste terão de rever planos após corte na cota dos EUA

A redução da cota de importação de açúcar brasileiro pelos Estados Unidos deve obrigar as usinas do Nordeste a reorganizar o planejamento da safra 2026/27. A medida, anunciada pelo governo Trump para o ano-fiscal de 2027, que começa em outubro, retira 55 mil toneladas do volume destinado ao Brasil e pode atingir US$ 30 milhões em exportações da região.

Renato Cunha, presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (Novabio) e do Sindaçúcar-PE, afirmou que as empresas deverão buscar compradores em outros mercados. A receita não deve ser totalmente perdida, mas os preços podem ser menores. “É claro que não vamos perder tudo isso de receita, porque vamos buscar outros destinos, mas não pagam o mesmo preço”, disse.

Mudança na cota

Para Cunha, a decisão interrompe uma prática considerada relevante para o setor. Desde 2014, os Estados Unidos destinam ao açúcar brasileiro uma cota de ao menos 150 mil toneladas. Em anos de quebra na produção de outros países, o volume concedido ao Brasil foi ampliado.

Nas safras 2023/24 e 2024/25, as importações americanas chegaram a superar 200 mil toneladas. Cunha classificou a redução como “uma ruptura intempestiva” e afirmou que a retirada de parte da cota, homologada na OMC, não foi uma questão tarifária.

As usinas nordestinas iniciam suas safras já considerando a receita prevista com as vendas aos Estados Unidos. A alteração, segundo o dirigente, afeta toda a cadeia sucroalcooleira da região, que reúne cerca de 20 mil fornecedores de cana-de-açúcar, muitos deles de pequeno porte, e emprega em torno de 270 mil trabalhadores.

Ainda não há definição sobre quanto os países do bloco europeu pagarão pelo açúcar brasileiro. A expectativa é que o mercado europeu ofereça remuneração superior à do mercado global. A safra das usinas do Nordeste começa entre agosto e setembro, e Cunha afirmou que as exportações para novos destinos terão início agora.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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