Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Defesa de ex-chefe do BC pede retirada de tornozeleira no caso Master

Belline Santana afirma que decisão sobre a Polícia Federal sustenta o pedido e nega irregularidades no exercício das funções.

Defesa de ex-chefe do BC pede retirada de tornozeleira no caso Master
Foto: Reprodução/Instagram@bellinesa

A defesa de Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária do Banco Central, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da obrigação de usar tornozeleira eletrônica. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira, 11, no processo que apura o caso Master.

O advogado Leonardo Palazzi argumenta que a medida deve ser revista diante de críticas feitas pelo próprio Mendonça à Polícia Federal. Na terça-feira, 8, o ministro havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da corporação, citando “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes”. No dia seguinte, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a decisão e manteve Rodrigues no cargo.

Na petição, a defesa afirma que Mendonça reconheceu problemas na cúpula do órgão responsável pela condução da Operação Compliance Zero, investigação que produziu elementos usados para justificar as medidas cautelares contra Santana. O documento menciona o IPJ nº 144738439/2026.

Acusações contra Belline Santana

Santana é acusado de receber R$ 2 milhões em propina do banqueiro Daniel Vorcaro. A suspeita é de que ele tenha atuado como consultor informal do Banco Master dentro do Banco Central. Conforme a investigação aberta pela autoridade monetária, o servidor criou uma empresa voltada à educação financeira de crianças carentes para receber recursos do banco.

Relatório da Polícia Federal aponta que Santana manteve contatos frequentes com Vorcaro, revisou documentos e orientou o envio de materiais ao Banco Central. O inquérito também registra reuniões virtuais e presenciais entre os dois, além do repasse de informações sobre a fiscalização da instituição financeira.

A defesa sustenta ainda que uma representação com os mesmos argumentos foi apresentada a Mendonça há mais de seis meses, mas não teria sido analisada. “Jamais praticou qualquer desvio ou irregularidade no exercício de suas funções perante o BCB”, afirma o advogado no pedido.

Santana está afastado das funções desde janeiro deste ano. Ele também é acusado de receber vantagens durante uma viagem a Paris com a esposa, incluindo almoços e jantares.

Outro investigado é Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central. Segundo a investigação, ele teria recebido R$ 4,8 milhões em propina por meio da venda de um sítio no interior de Minas Gerais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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