Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Emergência climática fica fora das agendas presidenciais, aponta análise

Enchentes, ocupação de áreas de risco e poluição de represas expõem a falta de medidas para reduzir perdas e proteger a população.

Emergência climática fica fora das agendas presidenciais, aponta análise
Foto: Werther Santana/Estadão

A emergência climática não aparece nas agendas dos candidatos à Presidência da República, apesar dos riscos associados ao aumento de eventos extremos e da falta de políticas para prevenir danos, reduzir impactos e transferir prejuízos. A avaliação destaca que o Brasil ainda não tem uma estrutura minimamente desenvolvida para lidar com esse cenário.

As enchentes no Rio Grande do Sul, no sul do Estado de São Paulo e em áreas da Capital são apresentadas como sinais da atuação do Super El Niño. Os prejuízos ainda podem crescer nos próximos meses, especialmente após o início do verão. O alerta é de que os acontecimentos registrados até agora representam apenas uma parcela dos impactos que podem ocorrer.

Grandes desastres não podem ser evitados integralmente, mas há medidas capazes de reduzir suas consequências. Entre elas estão impedir a ocupação de áreas de risco e retirar moradores de regiões sujeitas a enchentes e deslizamentos de terra. A avaliação menciona bairros nas encostas da Serra do Mar e áreas localizadas na base da serra e nos morros do litoral paulista.

A ausência de proteção também atinge a transferência dos prejuízos para o mercado segurador. Embora os eventos não atinjam todas as áreas vulneráveis, os moradores das regiões afetadas podem sofrer impactos diretos e indiretos sem cobertura suficiente.

Risco sobre o abastecimento de água

Outro alerta envolve a população da Grande São Paulo, que pode ficar sem água potável em um período mais próximo do que o imaginado. Os índices de poluição da represa de Guarapiranga são descritos como alarmantes, e centenas de milhares de pessoas dependem dela.

Testes da água apontam a presença de cocaína, pílula anticoncepcional, antibióticos e coliformes fecais em níveis considerados muito acima do tolerável. A represa Billings não é vista como alternativa para complementar o abastecimento da Guarapiranga, porque estaria ainda mais poluída.

As ameaças à população são consideradas sérias, mas parte delas estaria sendo escondida ou desprezada. Além disso, nem todos os riscos podem ser cobertos por seguros.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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