Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Seguros e fundo de catástrofe são apontados como respostas à crise climática

Propostas incluem seguro emergencial, cobertura patrimonial, resseguro obrigatório e participação do governo em um fundo de catástrofe.

Seguros e fundo de catástrofe são apontados como respostas à crise climática
Foto: Defesa Civil do Estado de São Paulo/Divulgação

As previsões indicam chuvas intensas no Sul do país e seca acentuada no Norte e no Nordeste. A avaliação é que os dois fenômenos podem provocar prejuízos superiores a R$ 100 bilhões, em grande parte sem proteção financeira.

Embora tempestades e vendavais possam causar perdas de bilhões de reais, as secas também podem gerar danos ainda maiores. Algumas regiões e municípios adotaram medidas para reduzir principalmente os impactos provocados pela água. Para os demais eventos, porém, ainda há poucas ações preventivas.

Uma das dificuldades está na ausência de uma política nacional de ocupação do solo. Medidas regionais foram implementadas de forma limitada, o que restringe a capacidade de reduzir os danos antes que os eventos ocorram.

Propostas para a proteção financeira

O nível de cobertura dos seguros continua baixo. No Rio Grande do Sul, as perdas chegaram a R$ 90 bilhões em 2024, enquanto apenas R$ 6 bilhões estavam segurados. A avaliação é que esse cenário não mudou de forma significativa.

Entre as propostas está a criação de duas modalidades de seguro. A primeira seria emergencial, com capital relativamente baixo e pagamento automático aos moradores de uma determinada área. O CEP do cidadão serviria como referência para definir o direito à indenização, permitindo atender rapidamente às necessidades básicas após o evento.

A segunda modalidade seria um seguro patrimonial, voltado à reposição de perdas dessa natureza. Por causa da complexidade dos riscos, sua operação exigiria a contratação obrigatória de resseguro, para ampliar a capacidade das seguradoras de assumir os prejuízos.

Também é prevista a criação de um fundo de catástrofe com participação do governo. A proposta considera que as seguradoras, sozinhas, não teriam capacidade para cobrir perdas dessa dimensão.

O tema não integra a agenda dos candidatos à Presidência da República, apesar do potencial dos eventos climáticos para causar mortes e prejuízos bilionários. A avaliação é que as respostas exigem planejamento de longo prazo e medidas que serão construídas ao longo de muitos anos, e não em poucos meses.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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