Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Empresários cobram clareza fiscal em jantar com Lula em São Paulo

Encontro reuniu mais de 700 convidados e teve mudanças de local e formato após a procura superar a previsão inicial.

Empresários cobram clareza fiscal em jantar com Lula em São Paulo
Foto: Spencer Platt/SPENCER PLATT

Empresários que participaram do jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperavam ouvir diretrizes concretas para a política econômica, principalmente sobre o equilíbrio das contas públicas. O encontro ocorreu na noite de sexta-feira, 25, em São Paulo, com mais de 700 convidados — número superior à previsão inicial de cerca de 200 pessoas.

A procura levou o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) a suspender o sistema de confirmação de presença. Para acomodar o público, o evento foi transferido do Hilton para o Tivoli Mofarrej, que tinha maior capacidade. O serviço em mesas também foi substituído pela disposição dos convidados em fileiras. Esfera, Prerrogativas e Parlatório reduziram as listas para administrar a adesão.

O comparecimento de controladores de grandes empresas e executivos de primeiro escalão não foi interpretado pelos participantes ouvidos antes do jantar como apoio à candidatura de Lula (PT). A avaliação apresentada foi de que o empresariado queria conhecer propostas pouco debatidas na campanha para as eleições de 2026. Uma das fontes classificou como muito baixo o nível das discussões em comparação com outras eleições e relatou apreensão entre os empresários.

A questão fiscal esteve entre as principais preocupações. No dia 12, em um comício em Curitiba, Lula afirmou que “para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit”. Empresários disseram esperar medidas para buscar maior equilíbrio das contas públicas e demonstraram preocupação com a possibilidade de uma situação de choque a partir do próximo ano caso nada seja feito.

Também estavam no jantar Joesley Batista, Gilberto Tomazoni, da JBS, Gustavo Pimenta, da Vale, Milton Maluhy, do Itaú, Ricardo Lacerda, da BR Partners, e Sergio Zimerman, da Petz. O grupo incluiu representantes de associações empresariais dos setores de seguros e resseguros, construção civil e indústria.

A programação teve falas de Carlos Vieira, presidente da Caixa; Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Lula e Geraldo Alckmin. Também participaram ministros de Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Gestão e Inovação; Saúde; Justiça; Planejamento; Casa Civil; Educação; Minas e Energia; e da Controladoria-Geral da União.

A segurança jurídica e a previsibilidade foram apontadas por um dos presentes como fatores que poderiam influenciar a avaliação sobre um novo governo Lula. A proibição das bets também estava entre os temas esperados, especialmente por empresários ligados ao consumo e ao varejo, que associam as apostas online ao endividamento da população e à redução do poder de compra.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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