Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Em São Paulo, Lula combina defesa do governo e ataques a Flávio Bolsonaro

Presidente percorreu São Miguel Paulista, pediu mais proximidade com apoiadores e reforçou temas para os últimos dias antes da votação.

Em São Paulo, Lula combina defesa do governo e ataques a Flávio Bolsonaro
Foto: Felipe Rau/Estadão/Estadão

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva passou a combinar, na reta final antes do primeiro turno, a defesa das ações do governo com críticas diretas a Flávio Bolsonaro. Em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, o presidente também buscou aproximar-se dos apoiadores e estimular a presença dos eleitores nas urnas.

Durante o ato deste sábado, 26, Lula subiu a um trio elétrico e associou o senador às investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O presidente questionou as explicações de Flávio sobre a relação com Vorcaro e retomou críticas ao adversário.

Registros encontrados pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro reúnem cerca de três meses de diálogos e mencionam seis encontros entre Flávio e Vorcaro. O material, porém, não permite confirmar que todos os encontros tenham ocorrido.

Discurso e mobilização

Antes de tratar desse tema, Lula percorreu o bairro ao lado da primeira-dama Janja Lula da Silva. Ele pediu que o carro diminuísse a velocidade e cobrou dos seguranças espaço para chegar mais perto dos apoiadores. Também solicitou aumento no volume do microfone para ser ouvido por quem acompanhava o percurso.

"Avisa ao rapaz do som que aumentar o volume não paga imposto", afirmou, em tom de brincadeira.

O presidente ainda pediu que os aliados presentes fossem apresentados. Entre os nomes citados estavam Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.

A campanha pretende ampliar caminhadas, atos abertos e agendas nas periferias até a votação de 4 de outubro. A avaliação de aliados é que esse formato pode engajar eleitores que já demonstram disposição de votar em Lula e reduzir a abstenção entre grupos como eleitores de menor renda e idosos.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que os atos realizados no Recife, na sexta-feira, 25, e em São Paulo, neste sábado, 26, indicam uma campanha mais conectada com o eleitorado. Para o coordenador da campanha em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, a candidatura começou a ditar o ritmo da reta final.

Temas para a última semana

Ainda com o carro em movimento, Lula apresentou a medida provisória assinada na sexta-feira, 25, que proíbe a atividade das bets no País. "Essa é a campanha do fim da bet", disse.

O presidente também empunhou a bandeira do Brasil e associou o gesto à defesa da soberania nacional. No discurso, criticou a aproximação do campo bolsonarista com os Estados Unidos e afirmou que a vitória de seu adversário representaria riscos para a democracia e a soberania.

Depois, consultou um papel com programas e resultados de seu terceiro mandato. Ele enumerou iniciativas nas áreas social e econômica e comparou sua gestão com a de Jair Bolsonaro.

A intensificação ocorre em uma disputa apertada. No Datafolha divulgado na quinta-feira, 24, Lula tinha 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio. No segundo turno, os dois apareciam tecnicamente empatados: 47% para Lula e 45% para o senador, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Até o primeiro turno, a campanha planeja acelerar as viagens, sobretudo pelo Sudeste e pelo Nordeste, com previsão de visitar, em média, um Estado por dia. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os principais alvos no Sudeste.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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