LIMA — A participação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Expoalimentaria Peru 2026 gerou US$ 2,87 milhões em negócios fechados durante os três dias do evento. Para os próximos 12 meses, as entidades projetam US$ 36,45 milhões em negócios.
Realizada na semana passada, em Lima, a feira reuniu compradores e importadores de seis países. Esta foi a segunda participação da ABPA no evento. Em 2026, a associação organizou um espaço exclusivo de 80 metros quadrados para promover internacionalmente a proteína animal brasileira.
A iniciativa contou com Bello Alimentos, Netto Alimentos, Friato, MBRF, Somave, Jaguafrangos e Avenorte. A programação incluiu uma rodada de negócios e a divulgação das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. A comunicação destacou qualidade, segurança sanitária, sustentabilidade, escala e regularidade de fornecimento.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que os resultados reforçam a importância da Expoalimentaria para ampliar as relações comerciais entre Brasil e Peru. Para ele, a presença de compradores de diferentes mercados demonstra o interesse internacional pela proteína animal brasileira e abre oportunidades para empresas exportadoras.
Exportações ao Peru
Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil exportou 40,7 mil toneladas de carne de frango ao Peru, com receita de US$ 68,5 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume cresceu 59,9%, enquanto a receita avançou 57,8%.
No mesmo intervalo, os embarques de carne suína chegaram a 12,7 mil toneladas e renderam US$ 32 milhões. Em relação a janeiro a agosto de 2025, houve alta de 142% no volume e de 112,2% na receita.
Os resultados da feira e o avanço das vendas de frango e carne suína reforçaram a presença de exportadoras brasileiras de proteína animal no mercado peruano.


