Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Drones e sabotagens ampliam tensão entre Rússia e países vizinhos da Ucrânia

Polônia, Romênia, Moldávia e países bálticos relatam violações do espaço aéreo, explosões e possíveis ações deliberadas de Moscou.

Drones e sabotagens ampliam tensão entre Rússia e países vizinhos da Ucrânia

A guerra da Rússia contra a Ucrânia passou a produzir efeitos mais frequentes e diretos em países próximos, com sobrevoos de drones, explosões, interrupções em aeroportos, fechamento de espaços aéreos e suspeitas de sabotagem. Polônia, Romênia, Moldávia e os países bálticos estão entre os territórios afetados.

No fim de maio de 2026, um drone russo atingiu um edifício residencial em Galati, no leste da Romênia. Na ocasião, representantes da União Europeia e da Otan evitaram atribuir imediatamente o episódio a uma ação deliberada de Moscou. Desde então, autoridades desses países passaram a tratar a ameaça como mais concreta.

Incidentes em Moldávia, Romênia e Polônia

Na quinta-feira (24/09), a Moldávia registrou quatro invasões de seu espaço aéreo por drones. Duas aeronaves explodiram em território moldavo, e destroços de uma terceira foram encontrados. O espaço aéreo do norte do país foi fechado temporariamente.

Na Romênia, dois drones violaram o espaço aéreo nacional. Um deles explodiu perto de Solca, a cerca de 30 quilômetros a oeste de Suceava. Um posto de fronteira com a Ucrânia foi fechado. Caças da Otan também foram mobilizados após um ataque russo ocorrido nas proximidades do delta do Danúbio.

Na Polônia, aeronaves da Otan foram acionadas duas vezes durante um ataque russo perto da fronteira. Dois postos fronteiriços com a Ucrânia foram evacuados. Na noite anterior, um incêndio atingiu uma estação terrestre da Starlink em Wola Krobowska, cerca de 40 quilômetros ao sul de Varsóvia. A instalação pertence à Exatel e é usada para encaminhar tráfego de internet pela Polônia e pela Ucrânia. O governo polonês classificou o caso como possível sabotagem.

Também na quarta-feira, um helicóptero russo Mi-8 vindo de Kaliningrado entrou no espaço aéreo polonês. De acordo com o Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia, a aeronave avançou cerca de 300 metros e permaneceu no local por 42 segundos.

Reações dos governos

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que a Rússia aperfeiçoa formas de pressão contra a Europa. Ele também disse que o objetivo russo é desgastar a Ucrânia e a Europa. Sobre o incêndio na estação da Starlink, Tusk declarou haver suspeitas de que o fogo tenha sido provocado deliberadamente.

O vice-primeiro-ministro e ministro da Digitalização da Polônia, Krzysztof Gawkowski, afirmou que há fortes indícios de que o incêndio faça parte da guerra híbrida russa e tenha como objetivo prejudicar o acesso da Ucrânia à internet. Ele ressaltou, porém, que ainda não é possível responsabilizar Moscou com total certeza.

A presidente da Moldávia, Maia Sandu, disse que o ataque russo contra a Ucrânia alcançou novamente o território moldavo e afirmou que a guerra ameaça toda a Europa. O presidente do Parlamento moldavo, Igor Grosu, informou que o país discute com Romênia e Ucrânia formas de proteger seu espaço aéreo. A Moldávia consegue monitorar a área, mas tem capacidade limitada para abater drones.

Na Romênia, o ministro da Defesa, Radu Miruta, defendeu um protesto diplomático contra a Rússia. Ele afirmou que o drone destruído em Solca apresentava novas características técnicas e poderia ser um modelo russo mais moderno, equipado com motor a jato. O presidente Nicusor Dan declarou que a Romênia continuará apoiando a Ucrânia pelo tempo necessário.

Temor de expansão para o Ocidente

Também há preocupação com possíveis ações russas contra países da Europa Ocidental. Informações sobre um relatório da CIA indicaram que poderiam ser preparados ataques com drones contra Itália, França e Espanha, usando navios mercantes da chamada frota fantasma em águas internacionais do Mediterrâneo. As informações não foram confirmadas por fontes oficiais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse não ter recebido alerta da CIA, mas considerou plausível um ataque russo à Europa. Na Dinamarca, autoridades e militares afirmaram que a Rússia deve intensificar nos próximos meses sua guerra híbrida contra o Ocidente e a Otan, com ataques mais frequentes e consequências maiores. O ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus, classificou a situação como a mais séria desde o fim da Guerra Fria.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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