O Banco do Brasil projeta aumento da demanda interna por proteína animal no último trimestre do ano, manutenção das exportações e maior previsibilidade nos custos de produção. A avaliação faz parte do Boletim Agro de setembro, divulgado nesta terça-feira (8).
Na bovinocultura de corte, o banco identifica desaceleração no abate de vacas, o que indica restrição na oferta de animais terminados. Com esse cenário, a instituição prevê maior firmeza nas cotações da arroba do boi gordo e valorização do gado de reposição.
As exportações de carne bovina continuam apoiadas pela demanda de grandes importadores e pela abertura de novos mercados. O Banco do Brasil estima que esse movimento manterá os embarques em níveis elevados. A China deve acelerar novamente as compras com o uso da cota de 2027: a produção destinada ao mercado chinês será retomada em outubro, e os embarques, a partir de meados de novembro.
Para o leite, a orientação é manter controle rigoroso dos custos de alimentação e acompanhar a sazonalidade da captação nas principais bacias produtoras do país.
Na avicultura, a previsão é de estabilidade, sustentada pelos controles sanitários do plantel e pelas vendas externas de frango. O ritmo dos embarques ajuda a equilibrar a oferta no mercado interno e a manter os preços pagos ao produtor. A estabilidade nas cotações do milho e do farelo de soja, por sua vez, afeta a relação de troca para a compra de insumos.
Na suinocultura, o volume de vendas internacionais tende a ser mantido, com apoio da diversificação dos destinos. O consumo interno de carne suína deve crescer no último trimestre, enquanto a equivalência dos custos de nutrição com a safra de grãos sustenta o poder de compra do produtor.



