Terça-feira, 8 de setembro de 2026
O radar da região e do país
Política

Decretos criam quatro reservas sustentáveis no Amazonas

Novas unidades somam cerca de 669 mil hectares; evento também teve concessões florestais e recursos para comunidades quilombolas.

Decretos criam quatro reservas sustentáveis no Amazonas

Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos que instituem quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas, com aproximadamente 669 mil hectares. A categoria permite que os moradores utilizem recursos naturais de forma sustentável e busca proteger a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das comunidades locais.

As áreas ficam em diferentes municípios. A Reserva Tupana Igapó-Açu I está em Borba; a Tupana Igapó-Açu II abrange Beruri e Tapauá; a Canaã fica em Careiro e Arautazes; e a Mirari está localizada em Humaitá.

A cerimônia ocorreu em referência ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. Durante o evento, Lula também assinou um decreto para acrescentar 7.192 hectares ao Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. Com a ampliação, a unidade passa a ter 13.502 hectares.

Em seu discurso, o presidente defendeu que a preservação ambiental precisa ser associada à percepção de benefícios econômicos pela sociedade. Lula afirmou que a floresta conservada pode gerar mais retorno do que áreas desmatadas ou queimadas e citou o turismo como uma das atividades relacionadas à conservação.

Manejo florestal e Fundo Amazônia

O Serviço Florestal Brasileiro formalizou contratos para a concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá. Os acordos terão duração de 40 anos e abrangem 162,7 mil hectares. Com eles, as três unidades da floresta passam a estar concedidas, totalizando 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

Também foi anunciada a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia ao projeto Naturezas Quilombolas. O dinheiro, que não será reembolsado, financiará ações de gestão territorial e ambiental em comunidades quilombolas da Amazônia Legal. Está prevista a elaboração e a execução de planos de gestão em mais de 16 territórios.

A Fundação Guamá será responsável pelo projeto, com prazo de 60 meses. O conjunto de medidas reuniu ainda a expansão de uma unidade de conservação no Piauí e iniciativas de manejo florestal no Amazonas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.