Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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IG4 prepara oferta por créditos da Raízen e mira controle da companhia

Gestora pretende apresentar uma proposta vinculante em até três semanas e negocia com credores e a Shell possíveis caminhos para a operação.

IG4 prepara oferta por créditos da Raízen e mira controle da companhia
Foto: Divulgação/Raízen

A IG4 Capital pretende apresentar, em até três semanas, uma oferta vinculante pelos créditos da Raízen. A gestora avalia assumir o controle da companhia por meio da conversão de parte da dívida em ações, conforme previsto no plano de recuperação extrajudicial.

A estratégia está concentrada no negócio de usinas sucroalcooleiras, que a IG4 pretende manter depois da separação das atividades da Raízen. Cerca de seis profissionais já trabalham na reestruturação dessa operação e podem integrar a equipe de executivos do negócio, caso a proposta avance.

Atualmente, a Raízen reúne as usinas e a rede de postos que utiliza a marca Shell. Por isso, a IG4 teria de negociar com a sócia britânica. Shell e Cosan são donas da Raízen, e a gestora já mantém conversas com a Shell sobre a possível operação.

O plano homologado pela Justiça prevê a divisão da empresa em duas frentes e estabelece restrições à entrada de um novo controlador. A IG4 considera mais adequado ingressar antes da separação, com o objetivo de acelerar a reorganização da área de açúcar e álcool, descrita como mais deteriorada.

Estrutura para a operação

A gestora já estruturou um fundo com parte dos recursos que podem ser destinados à compra dos títulos de dívida. Outra possibilidade seria assumir a gestão da participação dos credores que decidirem não vender seus papéis.

O modelo em avaliação pode se aproximar da operação realizada na Braskem. Na ocasião, a IG4 assumiu uma dívida garantida por ações recebidas por bancos como pagamento de um empréstimo concedido à Novonor, antiga controladora da petroquímica. Na Raízen, parte dos credores poderia se tornar cotista de um fundo administrado pela gestora e que passaria a controlar a companhia.

A Raízen tem dívida líquida de R$ 65,14 bilhões e é o maior caso de recuperação extrajudicial do país. Nesse tipo de processo, o plano precisa ser aprovado por 50% mais 1 dos credores e depois homologado pela Justiça. A IG4 não comentou a possibilidade de apresentar a oferta.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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