Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Venda de ativos da CSN pode avançar além do prazo previsto

Negociações pela CSN Cimentos têm duas propostas vinculantes, enquanto interessados ainda avaliam a compra de ativos de infraestrutura.

Venda de ativos da CSN pode avançar além do prazo previsto
Foto: CSN/Divulgação

A venda da CSN Cimentos e de ativos de infraestrutura da CSN pode não ser concluída até o fim do terceiro trimestre, prazo apresentado ao mercado. A negociação da cimenteira avançou com duas propostas vinculantes, mas ainda não há definição sobre o comprador.

A Cementir, que participa do processo em conjunto com a Votorantim, informou que sua proposta venceu sem ser aceita. Mesmo assim, as duas empresas continuam na disputa, ao lado da chinesa Huaxin. A expectativa de tornar o nome do vencedor público no início deste mês não se concretizou.

No caso da infraestrutura, a assinatura teria de ocorrer em 15 dias para que o cronograma fosse cumprido. Os interessados ainda estão avaliando o negócio, e a intenção é concluir a venda ainda este ano, embora o prazo não esteja assegurado. Uma fonte próxima às negociações resumiu: “O processo será longo”.

A operação envolve uma participação de 20% a 30% em uma holding que reúne ativos de infraestrutura. O comprador se tornaria sócio da CSN, condição que, segundo pessoas próximas às conversas, dificulta o avanço. Entre os ativos estão a MRS Logística, terminais de Sepetiba e Itaguaí, a Tora Logística e instalações rodoviárias e ferroviárias integradas à CSN Mineração.

A CSN tem dívida líquida de R$ 42 bilhões e alavancagem próxima de 3,5 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda. A venda da CSN Cimentos é considerada a mais urgente porque está ligada a mecanismos que afetam o endividamento da companhia.

Um desses compromissos é um empréstimo-ponte de US$ 1,2 bilhão, com juros iniciais equivalentes à Secured Overnight Financing Rate (SOFR), acrescidos de 6% ao ano, e vencimento em cinco anos. A própria CSN e a CSN Cimentos Brasil são garantidoras. A taxa pode subir caso a venda demore.

Uma fonte estima que os recursos da operação só chegariam em meados de 2027. Ainda assim, cerca de 80% da dívida com o sindicato de bancos seria paga, enquanto 20% permaneceria como empréstimo. A medida poderia ajudar a companhia a quitar antecipadamente outras dívidas e abrir espaço para renovar financiamentos, mas o custo de manter a parcela restante é considerado alto pela fonte.

A empresa também anunciou, no final de julho, uma oferta de troca de títulos para estender em dois anos o vencimento de US$ 1,3 bilhão, originalmente previsto para 2028.

No período, Benjamin Steinbruch deixou a presidência executiva, assumida por Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale. Steinbruch passou à presidência do Conselho de Administração e ainda precisa assinar eventuais acordos de venda. A CSN não comentou.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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