LONDRES — A Jaguar Land Rover (JLR) anunciou nesta segunda-feira, 7, um programa de demissões voluntárias depois de meses marcados por dificuldades financeiras, tarifas impostas pelos Estados Unidos e um ataque cibernético que interrompeu sua produção por mais de um mês.
A fabricante britânica de automóveis de luxo, controlada pelo grupo indiano Tata Motors, informou que pretende alcançar uma economia de cerca de 1,7 bilhão de libras, o equivalente a US$ 2,3 bilhões, nos próximos dois anos. A empresa disse que a medida busca adaptar a organização às condições do mercado mundial, elevar a eficiência e reforçar sua capacidade de resistência.
O programa será oferecido a funcionários e integrantes da equipe de gestão. A JLR também comunicou a iniciativa aos sindicatos. A empresa não confirmou a possibilidade de corte de até 4 mil postos de trabalho, mencionada por veículos de comunicação britânicos.
Resultados e impactos na produção
No exercício fiscal de 2025/2026, a companhia registrou prejuízo líquido de 244 milhões de libras. No período anterior, havia contabilizado lucro de 1,8 bilhão de libras.
Em 2025, as tarifas americanas afetaram a fabricante e levaram à suspensão temporária das entregas de veículos aos Estados Unidos. No final de agosto de 2025, um ataque cibernético de grande magnitude obrigou a empresa a paralisar a produção por mais de um mês e também pressionou muitos de seus fornecedores.
A Jaguar Land Rover emprega mais de 40 mil pessoas em todo o mundo, sendo pouco mais de 34 mil no Reino Unido, conforme informações disponíveis no site da empresa. Para apoiar a cadeia de produção, o governo britânico ofereceu uma garantia de empréstimo que permitiu liberar até 1,5 bilhão de libras, cerca de US$ 2 bilhões de dólares.



