A J&F iniciou um processo para deixar de atuar apenas como uma holding de participações e investimentos e se tornar uma companhia operacional. Para isso, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro inicial como companhia aberta no Brasil.
A solicitação foi protocolada na categoria B no dia 14 de setembro e permanece em análise, conforme informação disponível no site da autarquia. Esse tipo de registro permite a emissão de títulos de dívida no mercado, como debêntures, mas não autoriza a negociação de ações.
Reorganização do grupo
A J&F controla empresas como JBS, Âmbar Energia, Eldorado e Flora. De acordo com fontes próximas à companhia, o plano é incorporar “todas as empresas maduras” do grupo para buscar mais “eficiência financeira”. A Eldorado Celulose está entre as empresas em processo de incorporação.
A reorganização começou no início deste ano, quando a J&F incorporou a área de geração da Âmbar Energia. A concentração das operações em uma única companhia também tem como objetivo diluir os riscos associados individualmente a cada empresa. Uma fonte afirmou que seria possível captar recursos e realizar investimentos de forma conjunta.
A estratégia inclui ainda a captação de US$ 400 milhões por meio de bonds de sete anos nos EUA, realizada em abril deste ano.
Acesso a investidores
Fontes próximas à J&F afirmam que o registro como companhia aberta no Brasil poderá ampliar o acesso do grupo a investidores. A avaliação é que esse status proporciona mais transparência ao mercado.
A empresa é controlada pelos irmãos Batista. Procurada, a J&F não se pronunciou.



