Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Operação investiga uso de fundos e empresas na compra da distribuidora Terrana

Gaeco apura possível lavagem de dinheiro envolvendo empresários, instituições financeiras e a aquisição da distribuidora de combustíveis.

Operação investiga uso de fundos e empresas na compra da distribuidora Terrana

Promotores, policiais e auditores fiscais cumpriram mandados em 32 endereços de onze cidades, distribuídas por seis estados e pelo Distrito Federal, na manhã desta quinta-feira (24). A Operação Crédito Oculto investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à aquisição da distribuidora Terrana, nome fantasia da Tobrás Distribuidora de Combustíveis.

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. Entre os 40 alvos estão Humberto Tupinambá, sócio proprietário do Banco Genial, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior e o Grupo Entre. As ordens foram autorizadas pela 2.ª Vara Criminal de Catanduva, a partir de contratos, documentos, mensagens e áudios apreendidos em celulares e computadores na primeira fase da Operação Carbono Oculto.

Estrutura financeira investigada

Segundo o Gaeco, os recursos atribuídos aos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de Primo, teriam sido ocultados durante a compra da Terrana. A aquisição pode ter alcançado R$ 153 milhões.

A empresa chegou a figurar entre as dez maiores distribuidoras do país e teve as atividades suspensas pela Justiça do Rio em 9 de julho. Em 2024, registrou faturamento mensal de R$ 445 milhões e capital social de R$ 245 milhões.

A investigação identificou o uso de nove fundos de investimentos e 27 empresas. Em 16 delas, os bens foram tornados indisponíveis. Uma das estruturas citadas envolve o fundo Radford, administrado inicialmente pela Altinvest e depois transferido para administração e custódia do Banco Genial.

A usina sucroalcooleira Itajobi, no interior paulista, aparecia como cotista do fundo. Ela teria recebido R$ 100 milhões por meio do Grupo Aster e outros R$ 20 milhões da Entre Investimentos. Depois, os valores teriam sido encaminhados ao banco por meio de Certificado de Depósito Bancário Vinculado (CDBV) e repassados às holdings Berna e Branson por Cédula de Crédito Bancário (CCB).

O Banco Genial informou aos promotores que as cotas do Radford somavam cerca de R$ 169,7 milhões quando a Operação Carbono Oculto foi deflagrada. A instituição também comunicou que deixou a administração do fundo após a operação. Para o Gaeco, a estrutura teria dificultado a identificação dos controladores da operação e da distribuidora.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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