Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pesquisa aponta apoio de 70% dos eleitores à proibição das bets

Levantamento mostra que 14% dizem que a posição de um candidato sobre apostas influencia muito o voto.

Pesquisa aponta apoio de 70% dos eleitores à proibição das bets
Foto: Adobe Stock

A proibição das empresas de apostas e jogos on-line, conhecidas como bets, tem o apoio de 70% dos eleitores brasileiros, conforme pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira, 1º. Outros 21% defendem que as plataformas continuem permitidas, mas submetidas a regras mais rígidas.

Na mesma consulta, 6% afirmaram que as bets devem seguir funcionando sob as normas atuais, enquanto 1% preferiria menos restrições. Não souberam ou não quiseram opinar 2% dos entrevistados.

A rejeição às bets aparece com maior intensidade entre as mulheres: 73% apoiam a proibição, ante 66% dos homens. No recorte religioso, a medida é defendida por 70% dos eleitores católicos e por 69% dos evangélicos. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o apoio chega a 73%; entre os que recebem até dois salários mínimos, o percentual é menor.

Diferenças por idade, perfil político e região

A faixa de 25 a 34 anos registra a maior concordância com a proibição, com 74%. Já entre os adultos de 35 a 44 anos, o índice é de 63%.

Entre os eleitores que se identificam como lulistas ou petistas, 83% apoiam o banimento. O percentual é de 67% entre os bolsonaristas. Regionalmente, o Nordeste apresenta o maior apoio, com 75%. Os índices são de 70% no Sul, 69% no Sudeste, 65% no Centro-Oeste e 61% no Norte.

Impacto sobre o voto e endividamento

Para 63% dos eleitores, a posição de um candidato à Presidência sobre as bets não exerce nenhuma influência na decisão de voto. Outros 14% apontam muita influência, 12% dizem haver pouca influência e 9% percebem alguma influência.

Se o candidato defendesse regras mais rígidas para as apostas, 14% afirmam que a chance de votar nele aumentaria muito, e 6% dizem que subiria um pouco. A posição não mudaria a escolha de 68%. Para 4%, a possibilidade diminuiria um pouco; para 1%, diminuiria muito.

As bets são vistas por 65% dos entrevistados como uma causa importante do endividamento das famílias brasileiras. Outros 16% identificam alguma contribuição, enquanto 17% não associam as apostas às dívidas familiares.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em entrevistas individuais por telefone, entre 27 e 29 de setembro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-00698/2026.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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