O plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado o mais consistente entre as candidaturas à Presidência da República na avaliação sobre desigualdade feita por Pedro Fernando Nery. O programa recebeu a classificação de “excelente”, enquanto Romeu Zema, Samara e Edmilson foram avaliados como “ótimos”. Renan Santos e Ronaldo Caiado ficaram na categoria “bons”.
Entre os principais pontos do plano de Lula estão medidas para combater a pobreza, aumentar a tributação sobre os mais ricos e implementar o cashback da reforma tributária. O mecanismo pode redistribuir recursos do sistema tributário para famílias de menor renda.
Tributação e combate à pobreza
Nery destacou alterações no Imposto de Renda promovidas pelo governo e propostas para tributar fundos offshore e outros mecanismos que alcançam parcelas de maior renda da população. Para o economista, o programa também se diferencia por apresentar propostas e registrar conquistas relacionadas à taxação dos mais ricos.
A avaliação considerou ainda iniciativas de combate a privilégios, reforma administrativa e mudanças na Previdência para Estados e municípios e para militares. Nesse conjunto de temas, Romeu Zema teve destaque.
Caiado apresentou uma proposta de revisão de renúncias e isenções fiscais. Renan Santos deu maior ênfase à educação básica como instrumento de geração de oportunidades e redução das desigualdades.
Samara e Edmilson, candidatos de partidos menores e de esquerda, receberam notas altas por reunirem mais propostas voltadas ao aumento da tributação dos mais ricos. Nery ponderou, porém, que alguns programas são pouco detalhados e podem gerar efeitos negativos sobre outras áreas, como as contas públicas e o crescimento econômico.



