A hotelaria do Rio de Janeiro teve, em agosto de 2026, a maior receita por quarto disponível para o mês desde os Jogos Olímpicos de 2016. O RevPAR alcançou R$ 612,29, com crescimento de 16,3% ante agosto do ano passado, conforme dados preliminares da CoStar.
A alta foi acompanhada por uma elevação ainda maior na diária média, que chegou a R$ 841,91, avanço anual de 16,4%. Já a taxa de ocupação ficou em 72,7%, uma variação negativa de 0,1% em relação a agosto de 2025.
Os indicadores mostram que o aumento da receita esteve ligado principalmente ao preço cobrado pelos hotéis, e não à expansão da quantidade de quartos ocupados. A demanda permaneceu estável, enquanto as tarifas mais altas impulsionaram o resultado mensal.
Eventos alteram os resultados diários
A programação esportiva e cultural influenciou os indicadores em datas específicas. Em 19 de agosto, a partida entre Flamengo e Cruzeiro pela Conmebol Libertadores, no Maracanã, fez a ocupação chegar ao maior nível do mês: 88,2%. Na mesma noite, a diária média foi de R$ 825,44, e o RevPAR, de R$ 728,40.
Em 15 de agosto, o Festival Medio y Medio registrou os maiores valores mensais de diária média e RevPAR. Os índices atingiram R$ 952,24 e R$ 756,51, respectivamente, com ocupação de 79,8%.
Os dados mostram a influência do calendário de eventos sobre a capacidade dos hotéis de aumentar tarifas e receitas nos períodos de maior procura.




