Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Economia

Taxa das blusinhas e jornada 6x1 entram no cálculo eleitoral do governo Lula

A isenção de importações e a mudança na jornada podem provocar efeitos econômicos e trabalhistas ainda incertos.

Taxa das blusinhas e jornada 6x1 entram no cálculo eleitoral do governo Lula
Foto: Wilton Junior/Estadão

A revogação da chamada taxa das blusinhas e a proposta de substituir a jornada 6x1 pelo regime 5x2 são tratadas como apostas eleitorais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. As duas medidas podem beneficiar consumidores, trabalhadores e a economia, mas também têm efeitos colaterais que, segundo a análise apresentada, não vêm recebendo a devida atenção.

A taxação das compras internacionais havia sido aprovada pelo próprio governo em 2024, em consideração às possíveis consequências para a atividade econômica. A mudança de posição passou a ser defendida por Lula, enquanto Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ex-ministro da Indústria e do Comércio, permaneceu calado apesar de ter apoiado a cobrança anteriormente.

Ainda há divergências sobre o tamanho do impacto da isenção. Entidades do comércio e da indústria apontam possíveis danos à atividade econômica, mas essa avaliação pode estar superestimada. A isenção já foi aprovada, embora persistam dúvidas sobre sua contribuição para os planos de reeleição do governo.

Mudanças no regime de trabalho

A proposta relacionada à jornada prevê a substituição compulsória do regime 6x1 pelo 5x2. A mudança reduziria o número de dias trabalhados por semana, mas elevaria os custos das empresas, especialmente nos setores que dependem intensivamente de mão de obra.

Entre os possíveis efeitos está a busca de renda adicional por parte dos trabalhadores, que poderiam usar o tempo livre para fazer novos bicos. As empresas também tenderiam a acelerar a adoção de tecnologia e inteligência artificial, além de ampliar a rotatividade, trocando trabalhadores mais caros por mão de obra mais barata.

A implantação do novo regime por meio de uma decisão geral também poderia enfraquecer a atuação dos sindicatos. Uma alternativa seria permitir a negociação livre entre empresas e trabalhadores, de acordo com cada setor. Essa flexibilidade poderia ampliar a participação sindical, mas a proposta do governo segue vinculada à aprovação da mudança na jornada e aos objetivos eleitorais de Lula.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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