Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Economia

USP e Greenline unem satélites e inteligência geoespacial para créditos de carbono

Parceria permite usar dados digitais na análise de projetos e busca ampliar a rastreabilidade do mercado brasileiro de carbono.

USP e Greenline unem satélites e inteligência geoespacial para créditos de carbono
Foto: Greenline/Divulgação

A RCGI-USP Carbon Registry, registradora nacional de créditos de carbono vinculada à Universidade de São Paulo (USP), firmou parceria com a Greenline Carbonsat para ampliar o uso de dados digitais na análise de projetos de carbono no Brasil. A cooperação prevê a aplicação de imagens de satélite e inteligência geoespacial para reunir informações capazes de reforçar a confiabilidade dos projetos registrados no país.

A Greenline poderá ser contratada por desenvolvedores de projetos e auditorias independentes. A empresa oferecerá serviços técnicos de gerenciamento de dados geoespaciais que poderão ser considerados pela registradora durante o processo de registro. A parceria tem prazo indeterminado.

A RCGI-USP Carbon Registry foi criada em 2025 pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa da USP (RCGI-USP). A instituição trabalha com metodologias científicas alinhadas a padrões internacionais e adaptadas aos biomas e ao mercado brasileiros, com foco na integridade, na rastreabilidade e na credibilidade dos créditos emitidos no país.

Como será a verificação

O desenvolvedor apresenta o projeto e as evidências de redução ou remoção de emissões. Em seguida, o material é verificado por uma auditoria independente e avaliado pela registradora. Quando os critérios são atendidos, a instituição emite e acompanha os créditos de carbono.

A tecnologia da Greenline funcionará como complemento opcional, sem inclusão automática no serviço da registradora. O objetivo é acrescentar uma camada de verificação, reduzir a necessidade de inspeções presenciais e reforçar a rastreabilidade das informações, inclusive para evitar dupla contagem.

O sistema de monitoramento, mensuração, reporte e verificação digital (dMRV) combina imagens de satélite, inteligência artificial e diferentes bases de dados. Entre as informações analisadas estão a cobertura florestal e as mudanças no uso do solo. Também podem ser usadas fontes de sensoriamento remoto da Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) e da Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo Lucio Lopez, CEO e fundador da Greenline, os resultados são organizados de maneira rastreável e auditável para permitir a verificação por auditores independentes. Dados internos indicam que a empresa monitora cerca de 1,5 milhão de hectares de florestas preservadas em mais de cem projetos pelo mundo.

Meta de expansão

A Greenline pretende chegar a aproximadamente 4,5 milhões de hectares sob projetos de conservação e monitoramento até dezembro de 2027. De acordo com Lopez, o avanço depende da formalização de novos projetos e das condições do mercado de carbono.

A empresa também afirma que suas receitas dependerão da validação e verificação dos projetos, do volume de créditos efetivamente emitidos, da demanda do mercado e do preço de comercialização. Para Ruy Rede, diretor executivo da RCGI-USP Carbon Registry, a registradora amplia o acesso de empresas brasileiras ao registro de créditos, que antes só podia ser realizado fora do Brasil e a um custo muito elevado.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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