Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Workshop debate caminhos para projetos de biometano no Nordeste

Encontro em Fortaleza reuniu setor público, empresas e instituições para discutir financiamento, regulação e mercados para o biometano.

Workshop debate caminhos para projetos de biometano no Nordeste

A estruturação de projetos de biometano no Nordeste foi tema de um workshop realizado pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco do Nordeste nos dias 15 e 16 de junho. O encontro reuniu representantes do poder público, instituições financeiras, empresas, órgãos reguladores, associações e especialistas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) participaram como parceiros.

As discussões trataram de como articular resíduos, tecnologia, consumidores e financiamento para viabilizar os empreendimentos. Entre os pontos considerados decisivos estão a regularidade no fornecimento de resíduos, a escala de produção, a logística, a existência de compradores, os contratos, as regras do setor e o acesso ao crédito.

Regulação e demanda

O ambiente regulatório também esteve no centro do debate. A Lei do Combustível do Futuro criou o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano. Depois, normas passaram a estabelecer mecanismos relacionados à certificação, à infraestrutura e ao financiamento, além de incentivos para áreas com potencial técnico e econômico.

Em 2026, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avançou na implementação do mercado ao definir regras para metas destinadas a produtores e importadores de gás natural. A agência também regulamentou o Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB), que permite comprovar a procedência e os atributos ambientais do combustível. Para este ano, o Conselho Nacional de Política Energética estabeleceu uma meta inicial de redução de 0,5% nas emissões do mercado de gás natural por meio do biometano.

Os participantes defenderam que cada projeto seja desenhado conforme as condições do território, combinando matéria-prima, infraestrutura e demanda. Indústrias, frotas de transporte pesado, redes de gás, consórcios municipais e consumidores localizados perto das fontes de resíduos foram citados como possíveis mercados-âncora. Contratos e compromissos de compra podem reduzir o risco comercial.

A biodigestão foi associada ainda à produção de biofertilizantes, digestato, CO2 e nutrientes recuperados. Ao final, as discussões apontaram para a criação de uma carteira regional de iniciativas em diferentes níveis de maturidade, reunindo gestão de resíduos, agropecuária, agroindústria, fertilizantes, transporte, inovação e geração de empregos no Nordeste.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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