A xFarm Technologies, empresa italiana de tecnologia para análise de dados no campo, adquiriu a Sibium Analytics e passou a atuar no segmento brasileiro de cana-de-açúcar. A Sibium é especializada em inteligência geoespacial e gestão ESG para usinas. O valor da operação não foi divulgado.
Com a compra, a xFarm passa a atender mais de oito milhões de hectares de cana cobertos pelos produtos da Sibium. Essa área representa mais de 80% do cultivo da cultura no Brasil, conforme os dados apresentados pela empresa.
André Cantarelli, diretor da xFarm no Brasil, afirmou que a atuação da Sibium diretamente com usinas foi um dos fatores que despertaram o interesse da companhia. “A xFarm chega na cana com os dois pés”, disse. Segundo ele, a empresa também considera estratégicos os setores de biocombustíveis e energia relacionados à agricultura.
Expansão no Brasil
A xFarm chegou ao país em 2023. Em 2025, fez sua primeira transação ao trocar ações com a brasileira Checkplant, empresa de tecnologia agrícola que era presidida por Cantarelli naquele período.
A companhia informa atender mais de 600 mil propriedades rurais em 24 milhões de hectares distribuídos por mais de 100 países. No Brasil, mantém projetos com empresas como a Bunge, para a qual organiza dados sobre práticas regenerativas dos produtores. As informações são usadas na elaboração de relatórios e na remuneração financeira aos agricultores participantes.
A atuação principal da xFarm está concentrada em soja, milho e algodão. A empresa também presta serviços nos segmentos de café, citros e frutas, com destaque para o Vale do São Francisco.
Em novembro de 2024, o Brasil reunia 18% dos usuários atendidos pela companhia, enquanto a Europa respondia por 68%. Cantarelli afirmou que o país é prioridade para os negócios da xFarm.
A empresa recebeu investimentos dos fundos Partech, Mouro Capital e United Ventures. Em outubro de 2024, captou 36 milhões em uma rodada Série C e se prepara para abrir outra rodada em 2027. Segundo Cantarelli, xFarm e Sibium registraram crescimento médio de 35% no faturamento nos últimos anos, e a meta após a aquisição é avançar mais 50% no próximo ano. Novas compras no Brasil e em outros países também estão em avaliação.



