Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Federação espanhola oferece tratamentos de fertilidade a atletas do futebol

Acordo inclui fertilização in vitro e congelamento de óvulos para jogadoras e árbitras, com validade até 2029.

Federação espanhola oferece tratamentos de fertilidade a atletas do futebol

A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) firmou uma parceria com a clínica Tambre para oferecer apoio a tratamentos de fertilidade para jogadoras e árbitras. A iniciativa inclui fertilização in vitro e congelamento de óvulos e foi apresentada como uma alternativa para que atletas possam decidir sobre a maternidade sem abandonar a carreira esportiva.

O programa atenderá todas as jogadoras da seleção espanhola convocadas pelo menos duas vezes. De acordo com Reyes Bellver Alonso, diretora de futebol feminino da RFEF, a entidade cobrirá integralmente o congelamento de óvulos e disponibilizará benefícios relacionados a outros tratamentos. O acordo permanecerá em vigor até 2029.

As jogadoras Olga Carmona e Patri Guijarro participaram do anúncio. Carmona afirmou que a parceria amplia as possibilidades de escolha das atletas. Guijarro relacionou a medida a um esforço para melhorar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal e disse que as jogadoras não deveriam ter de optar entre a carreira e a maternidade.

A federação declarou que o programa não foi criado para desencorajar a gravidez durante a carreira. A proposta, segundo a RFEF, é oferecer uma alternativa para que as atletas não precisem abrir mão da maternidade por causa das exigências do esporte de alto nível.

Bellver Alonso também afirmou que o futebol avançou na proteção dos direitos das jogadoras, dos contratos e das garantias em casos de gravidez. Entre as mudanças mencionadas por ela está a retirada de cláusulas anti-gravidez.

A iniciativa provocou reações de organizações trabalhistas e de igualdade na Espanha. Esses grupos alertaram que o apoio à fertilidade não deve substituir medidas mais amplas de proteção às mães no ambiente de trabalho. A medalhista olímpica de bronze e saltadora tripla Ana Peleteiro classificou a medida como “profundamente sexista” em um vídeo publicado nas redes sociais. O sindicato CCOO defendeu que a prioridade continue sendo o equilíbrio entre vida profissional e pessoal e a proteção da gravidez durante as competições.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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