Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ligas europeias trocam bets por bancos, tecnologia e turismo nos uniformes

Restrições na Inglaterra, Itália e Espanha mudaram os acordos de patrocínio; no Brasil, clubes aguardam a análise da medida provisória.

Ligas europeias trocam bets por bancos, tecnologia e turismo nos uniformes

Clubes das principais ligas europeias vêm substituindo ou adaptando os patrocínios ligados a casas de apostas após restrições ao setor. Na Inglaterra e na Espanha, empresas financeiras passaram a ocupar posição de destaque nos uniformes. Na Itália, equipes mantiveram marcas associadas ao mercado de apostas por meio de empresas apresentadas como plataformas de conteúdo e entretenimento esportivo.

Na Premier League, os clubes concordaram em retirar os patrocínios de casas de apostas da parte frontal das camisas a partir da temporada 2026/2027. Antes da mudança, 11 dos 20 times tinham uma bet nesse espaço. Com a reorganização, o setor financeiro se tornou o principal entre os patrocinadores máster do Campeonato Inglês.

Empresas de turismo, seguros, recrutamento, tecnologia e serviços financeiros assumiram os espaços que antes eram ocupados por casas de apostas. A troca alterou a composição dos acordos no local considerado mais valioso dos uniformes.

Estratégias adotadas na Itália

Na Serie A, a proibição de patrocínios de apostas está em vigor desde 2018. Ainda assim, Inter de Milão, Roma e Monza têm acordos com marcas ligadas ao setor, mas estruturados de forma diferente.

A Inter exibe a Betsson Sport, definida pela empresa como uma plataforma de infotenimento esportivo. A Roma utiliza a Eurobet.live, que oferece resultados, estatísticas, podcasts e outros conteúdos esportivos, sem apresentar diretamente a marca de apostas Eurobet na camisa. O Monza fechou, na temporada 2026/27, parceria com a DAZN Bet Club. O clube e a marca apresentam o acordo como uma iniciativa de entretenimento e relacionamento com os torcedores.

Bancos lideram na Espanha

Na Espanha, a proibição de patrocínios de casas de apostas em camisas e uniformes vigora desde 2020. Na temporada 2026/27, o setor financeiro aparece como o mais representado entre os patrocinadores máster das duas principais divisões, com cinco clubes.

Entre os demais segmentos estão entretenimento, turismo e telecomunicações. Na primeira divisão, o Athletic Bilbao tem o Kutxabank; a Real Sociedad, o Baghdadi Capital; e o Real Madrid, a Emirates. O Barcelona mantém o Spotify, enquanto o Rayo Vallecano exibe a Digi no espaço principal da camisa.

Clubes brasileiros aguardam definição

No Campeonato Brasileiro, 14 dos 20 clubes da primeira divisão têm patrocínios máster de casas de apostas. Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Corinthians possuem contratos superiores a R$ 100 milhões por ano.

A medida provisória já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Até 5 de outubro, os clubes terão de retirar de suas propriedades os materiais publicitários e sinais de patrocínio ligados às bets. Cada equipe deverá definir como conduzir os contratos firmados com essas empresas.

O Santos foi o primeiro clube brasileiro a suspender o vínculo com uma empresa do setor. A equipe retirou a Novibet da camisa e de suas ações publicitárias, mas não rescindiu o contrato. A parceria permanece suspensa enquanto o clube aguarda os próximos desdobramentos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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