Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula prepara veto às bets e crédito para clubes de futebol

Medidas ainda dependem de análises técnicas e jurídicas e devem ser anunciadas na sexta-feira, em São Paulo.

Lula prepara veto às bets e crédito para clubes de futebol

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar na sexta-feira uma medida provisória para proibir as apostas online no país. A proposta também prevê uma linha de crédito com juros mais baixos para clubes de futebol, como forma de reduzir o impacto da perda de patrocínios.

A decisão ainda não foi concluída. Fontes do governo que acompanham as discussões afirmam que as bases técnicas e jurídicas da medida estão em análise. A ideia de Lula é adotar uma proibição total, em vez de restringir a iniciativa aos chamados cassinos online.

Inicialmente, o governo avaliava banir apenas os cassinos, que representam cerca de 70% da arrecadação dos sites de apostas, além de limitar a publicidade dessas empresas. A mudança para um veto integral foi solicitada por Lula à equipe responsável pelo tema.

Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta semana mostrou que 71% dos entrevistados concordam totalmente com a proibição das bets, enquanto 13% discordam totalmente. O levantamento também indicou que 36% atribuem ao governo Lula a disseminação das apostas, e 25% atribuem essa responsabilidade ao governo Jair Bolsonaro. A liberação das apostas esportivas no Brasil ocorreu em 2018, durante o governo de Michel Temer.

Crédito para os clubes

Os principais clubes do país reagiram contra as restrições. Em nota divulgada na semana passada, afirmaram que a retirada dos patrocínios, estimados em cerca de R$1 bilhão por ano, iria “acabar com o futebol”.

O governo reconhece que a proibição pode causar um impacto inicial nos clubes até que os patrocínios sejam reorganizados. A linha de crédito com juros mais baixos seria criada para reduzir esse efeito e diminuir a resistência à medida.

Lula também deve anunciar uma nova ação para combater o endividamento da população. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta prevê a compra, com deságios altos, de dívidas não pagas de pessoas físicas que bancos ou empresas já tenham considerado, ou estejam perto de considerar, como perdas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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