Thiago Silva questionou a reformulação planejada por Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira para o ciclo da Copa do Mundo de 2030. O zagueiro do Fluminense defendeu que jogadores experientes continuem sendo avaliados quando estiverem em bom momento, independentemente da idade.
Em entrevista à Rádio Tupi após a vitória do Fluminense sobre o Platense, pela Libertadores, o defensor citou a própria trajetória. Ele lembrou que disputou uma Copa do Mundo aos 38 anos e que esteve perto de participar de outra aos 41.
"Você não pode descartar quem tem 31, 32, 33. Eu quase fui para a Copa com 41. Não pode descartar quem está vivendo um bom momento", afirmou Thiago Silva.
A discussão ocorre depois de Ancelotti indicar mudanças no elenco após a participação do Brasil na Copa do Mundo de 2026. O treinador italiano afirmou que a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, encerrou o ciclo de parte da geração que vinha sendo utilizada pela equipe.
Neymar, Danilo, Alex Sandro e Casemiro, todos acima dos 30 anos, perderam espaço nas projeções para o próximo ciclo. A comissão técnica pretende ampliar a renovação e dar oportunidades a jogadores mais jovens.
Críticas ao ritmo da renovação
Para Thiago Silva, a Seleção não deve passar por uma troca completa de maneira imediata. Ele avaliou que o trabalho precisa considerar as diferenças entre uma equipe nacional e os clubes europeus.
"Em Seleção Brasileira as coisas têm que ser devagar. Não pode tirar todo mundo e pôr novo. Tem que ser passo a passo. É muito difícil ser jogador de Seleção Brasileira, é muito diferente de clube", declarou.
O zagueiro reconheceu que Ancelotti está no comando, mas disse que as decisões precisam levar em conta as particularidades do futebol brasileiro. Os dois já trabalharam juntos no Milan, quando Thiago Silva chegou ao clube italiano após deixar o Fluminense, em 2008. Ancelotti saiu para assumir o Chelsea, enquanto o brasileiro seguiu sua carreira na Europa.
Pela Seleção Brasileira, Thiago Silva disputou quatro edições da Copa do Mundo. Ele soma 113 partidas e sete gols pela equipe principal, além dos títulos da Copa das Confederações de 2013 e da Copa América de 2019. Aos 41 anos, continua atuando pelo Fluminense.



